Piloto da Red Bull venceu quatro das últimas cinco edições do GP dos Estados Unidos e tenta ampliar sequência positiva em 2026, após triunfos na Malásia e em Singapura.
Max Verstappen chega ao GP dos Estados Unidos 2026 em seu melhor momento da temporada. Depois de conquistar duas vitórias consecutivas, no GP do Bahrein, realizado na Malásia, e em Singapura, o holandês desembarca em Austin para disputar a 18ª etapa do campeonato em um circuito no qual construiu um histórico de domínio nos últimos anos.
O Circuito das Américas tem sido um dos principais palcos das conquistas recentes de Verstappen. Entre 2021 e 2025, o piloto da Red Bull venceu quatro das cinco corridas disputadas no Texas. A única exceção aconteceu em 2024, quando Charles Leclerc levou a Ferrari ao lugar mais alto do pódio.
O retrospecto ganha importância diante do cenário atual da Fórmula 1. Depois de enfrentar dificuldades em diferentes momentos da temporada, a Red Bull chega à reta final de 2026 demonstrando uma recuperação de desempenho. As vitórias consecutivas de Verstappen recolocaram a equipe em evidência justamente antes de uma etapa na qual o holandês costuma apresentar resultados expressivos.
Em 2025, Verstappen protagonizou uma de suas atuações mais completas em Austin. O então tetracampeão mundial conquistou a pole-position, venceu a Sprint e dominou a corrida principal, terminando com quase oito segundos de vantagem sobre Lando Norris, da McLaren. Charles Leclerc, da Ferrari, completou o pódio.
Aquela vitória representou o quarto triunfo de Verstappen no Circuito das Américas e confirmou uma tendência iniciada quatro anos antes.
Em 2021, o holandês conquistou sua primeira vitória em Austin depois de uma disputa estratégica com Lewis Hamilton. O britânico assumiu a liderança na largada, mas a Red Bull conseguiu colocar Verstappen à frente por meio das paradas nos boxes. Nas voltas finais, Hamilton se aproximou, mas o piloto da Red Bull resistiu à pressão e venceu por apenas 1s333.
No ano seguinte, em 2022, Verstappen voltou a superar Hamilton, desta vez depois de enfrentar problemas em uma parada nos boxes. O holandês precisou recuperar posições, ultrapassou Charles Leclerc e alcançou o então piloto da Mercedes nas voltas finais para conquistar mais uma vitória. O resultado também garantiu à Red Bull o título do Mundial de Construtores.
A edição de 2023 trouxe outro capítulo importante. Largando da sexta posição, Verstappen avançou pelo pelotão e conquistou a 50ª vitória de sua carreira na Fórmula 1. O resultado reforçou sua capacidade de vencer em Austin mesmo sem partir da pole-position.
A sequência foi interrompida em 2024, quando Leclerc assumiu a liderança logo na primeira curva e comandou uma dobradinha da Ferrari, com Carlos Sainz em segundo. Verstappen terminou em terceiro, mantendo sua presença no pódio, apesar de não conseguir disputar a vitória.
Assim, nas cinco edições mais recentes do GP dos Estados Unidos, o holandês acumulou quatro vitórias e um terceiro lugar. Mais do que os números, o retrospecto mostra sua capacidade de conquistar resultados em Austin sob circunstâncias diferentes, desde corridas controladas a partir da pole até recuperações e disputas decididas pela estratégia.

Red Bull tenta transformar recuperação em sequência
O cenário de 2026, entretanto, apresenta desafios diferentes. A Fórmula 1 passou por uma reformulação significativa de seu regulamento técnico, com mudanças na aerodinâmica e nas unidades de potência. Por isso, o histórico de Verstappen no Circuito das Américas não representa necessariamente uma vantagem técnica para a Red Bull.
Ainda assim, as duas vitórias consecutivas oferecem um indicativo importante da competitividade recente da equipe. Depois de vencer em Sepang e Singapura, Verstappen chega a Austin tentando conquistar seu terceiro triunfo seguido e manter a recuperação na fase decisiva do campeonato.
O desafio será enfrentar uma Mercedes que tem Kimi Antonelli na liderança do Mundial de Pilotos, além de Ferrari e McLaren, equipes que também disputam posições importantes nesta reta final.
Austin será um teste particularmente interessante para avaliar a evolução da Red Bull. Diferentemente de Sepang e Singapura, o Circuito das Américas reúne uma grande variedade de curvas, mudanças de elevação, fortes frenagens e longas zonas de aceleração. O traçado exige um conjunto equilibrado, capaz de apresentar desempenho competitivo em condições bastante distintas ao longo de uma mesma volta.
A pista de 5,513 km também coloca em evidência o gerenciamento dos pneus e, com os carros de 2026, a utilização da energia elétrica disponível. Esses fatores podem influenciar diretamente a classificação, as oportunidades de ultrapassagem e o ritmo durante as 56 voltas da corrida.
A sequência de três etapas consecutivas nas Américas aumenta a importância do momento vivido pela Red Bull. Depois de Austin, a Fórmula 1 segue para o México e, posteriormente, para o Brasil, em Interlagos. Manter o desempenho nessas corridas pode ser fundamental para a equipe encerrar a temporada em recuperação.
Para Verstappen, o GP dos Estados Unidos representa, portanto, uma combinação de fatores favoráveis: confiança renovada pelas duas vitórias recentes, um histórico de quatro triunfos nas últimas cinco edições e a oportunidade de confirmar a evolução da Red Bull em um circuito de características variadas.
A questão que se apresenta para o fim de semana é se a recuperação observada nas últimas etapas será suficiente para colocar novamente o holandês na disputa pela vitória em Austin, diante de adversários que também buscam resultados importantes na reta final de 2026.
O GP dos Estados Unidos acontece no domingo (25), com largada às 17h pelo horário de Brasília. O F1Mania.net acompanha toda a programação da 18ª etapa da temporada, com notícias, resultados, análises e cobertura completa da Fórmula 1 no Circuito das Américas.
