F1: Dirigente da Mercedes comenta disputa entre Russell e Verstappen

Max Verstappen pressionou George Russell até os metros finais do GP do Azerbaijão de Fórmula 1, mas a Mercedes avaliou que o britânico manteve o controle da disputa pela vitória. Para Bradley Lord, vice-chefe da equipe, o efeito do vácuo fez o piloto da Red Bull Racing parecer um ‘elástico gigante’ atrás do vencedor.

Russell conseguia abrir vantagem no setor intermediário a cada volta, mas Verstappen recuperava parte significativa do terreno nas retas seguintes graças ao vácuo. Segundo Lord, a diferença chegou a aumentar em meio segundo durante o setor, antes de o efeito do vácuo aproximar novamente o holandês.

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“Era como se Max estivesse preso a algum tipo de elástico gigante e George estivesse esticando-o. Ele literalmente colocava meio segundo nele a cada volta no setor intermediário. Você olha para o traçado do GPS, e de repente, ele quase fica vertical quando o vácuo puxa Max de volta”, explicou Lord.

The podium (L to R): Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing, second; Chris Nelson (GBR) Mercedes AMG F1 Formula One Team F1 Trackside Control Systems Engineer; George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team, second; Isack Hadjar (FRA) Red Bull Racing, third .
Foto: XPB Images

O dirigente da Mercedes destacou ainda que Verstappen, em alguns momentos, parecia tirar mais proveito do vácuo do que do próprio recurso de auxílio à ultrapassagem, algo que considerou ‘contraintuitivo’. Mesmo assim, Lord afirmou que a proximidade vista nas imagens não representava uma oportunidade real de ataque.

“Mesmo que parecesse muito próximo nas imagens da TV, obviamente elas encurtavam um pouco as distâncias. Não houve nenhum momento em que ele estivesse perto o suficiente para tentar ou sequer considerar uma ultrapassagem. Então, acho que George tinha tudo sob controle”, acrescentou.

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A situação mudou de tom no fim da prova, quando um problema no gerenciamento de energia deixou Russell preocupado com uma possível aproximação na reta até a linha de chegada. Lord classificou o problma como ‘pequeno’, mas destacou a atuação do piloto britânico, que conseguiu preservar a vitória por menos de dois décimos de segundo: “George fez um trabalho absolutamente fantástico”, encerrou Lord.