A Red Bull Racing chega ao retorno da Fórmula 1 após a pausa de agosto, sem conseguir encontrar um padrão de desempenho para o RB22. O diretor técnico da equipe, Pierre Waché admitiu que a equipe não tem confiança no carro e encontra problemas diferentes a cada vez que vai para a pista.
Essa situação preocupa porque a Red Bull ainda não venceu nenhuma corrida sob os novos regulamentos de 2026, apesar de ter disputado o título de 2025 em uma batalha acirrada com a McLaren. Max Verstappen e Isack Hadjar também vêm relatando dificuldades para compreender e extrair desempenho consistente do carro.
No GP da Hungria, Verstappen terminou em segundo, mas afirmou que não conseguia explicar como havia alcançado o resultado, depois de considerar o RB22 ‘inconduzível’ durante o fim de semana: “No geral, ainda não entendo muito bem como ficamos em segundo. Mas acho que, como equipe, tivemos uma atuação forte. Então, sim, vejo isso como uma espécie de desempenho acima do que esperávamos”, afirmou o holandês ainda na Hungria.

Hadjar também enfrentou dificuldades para encontrar um acerto competitivo. Depois de largar em oitavo e terminar em sexto, o francês afirmou que não conseguiu encontrar um ponto ideal para tornar o carro realmente dirigível e apontou problemas no comportamento durante as reduções de marcha e na aderência.
Waché reconheceu que a Red Bull está atrás do nível apresentado no ano passado e destacou a evolução dos adversários desde Mônaco: “Com esse carro novo, você vê um problema diferente toda vez que vai à pista, quando coloca o carro no chão. Tentamos maximizar o que temos, mas não há confiança”, acrescentou o diretor técnico.
Apesar desse cenário, Waché avaliou positivamente o trabalho realizado pela equipe ao longo de 2026, até o momento: “Ainda não estamos onde gostaríamos de estar, mas você tenta fazer o seu melhor, entender o que não está funcionando e o que pode fazer melhor. Depois disso, você vê onde está. Mas o principal é que o progresso foi interessante como equipe”, completou.
