A Mercedes revelou os detalhes do erro operacional que comprometeu a corrida de George Russell no GP de Mônaco de Fórmula 1. Uma falha na execução de uma penalidade, acabou resultando em uma punição adicional, derrubando o britânico na classificação final da prova.
Russell havia recebido uma penalidade de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane. De acordo com o regulamento, a punição deveria ser cumprida durante uma parada nos boxes, mantendo o carro imóvel por cinco segundos antes do início de qualquer trabalho dos mecânicos, ou ser adicionada ao tempo total de corrida caso não houvesse outra parada.
Apesar de ter ido aos boxes posteriormente, o procedimento não foi realizado de forma correta. Como consequência, o piloto recebeu uma punição de ‘drive-through’, o que comprometeu definitivamente sua corrida. Após a relargada decorrente da bandeira vermelha, Russell deixou a zona de pontuação, enquanto seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, seguiu para mais uma vitória importante na disputa pelo campeonato.
O diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin, explicou que o plano inicial durante o período de Safety Car, era chamar Antonelli para os boxes e avaliar se Russell conseguiria permanecer à frente de Isack Hadjar da Red Bull Racing, após cumprir sua penalidade e realizar a parada.
Segundo Shovlin, os cálculos mostraram que isso não seria possível: “Quando o Safety Car entrou na pista, o plano era trazer Kimi para os boxes. Estávamos fazendo os cálculos para entender se George continuaria à frente de Hadjar depois da parada, da penalidade e do tempo perdido aguardando o atendimento do carro de Kimi. Concluímos que não, então dissemos a George para permanecer na pista”, afirmou.

A equipe, porém, ainda enxergava uma nova oportunidade de parar Russell na volta seguinte. Nesse momento, a FIA informou que o Safety Car passaria pelo pit lane (com todos os carros atrás), enquanto Antonelli já estava sendo atendido conforme o planejado.
Shovlin admitiu que o principal erro da Mercedes foi não informar Russell para permanecer na faixa rápida do pit lane: “O que não conseguimos fazer foi passar a mensagem para George ficar na faixa rápida. Os dois jogos de pneus estavam posicionados na garagem, algo normal em situações de Safety Car porque os planos podem mudar dependendo do que as outras equipes fazem”, acrescentou.
O dirigente relatou que Russell viu seus pneus preparados e acreditou que a parada estava destinada a ele: “Embora tivéssemos dito para ele permanecer na pista, quando passou pelo pit lane viu seus pneus. Não tivemos tempo de avisá-lo para seguir pela faixa rápida, e como assumiu que os pneus eram para ele, parou nos boxes. Como os mecânicos não o esperavam, não estavam prontos para cumprir corretamente a penalidade. Certamente são situações com as quais podemos aprender e melhorar no futuro”, concluiu Shovlin.
