F1 deve se tornar ‘campo de testes’ para combustíveis 100% sustentáveis

A Fórmula 1 está planejando se tornar um ‘campo de testes’ para combustíveis 100% sustentáveis, o que ajudará a categoria a cumprir sua meta de se tornar carbono zero líquido até 2030.

O esporte descartou uma mudança para energia totalmente elétrica como a Fórmula E, em vez disso, vai se concentrar em impulsionar o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, que permitirão que continue sendo uma categoria baseada em combustão, embora com maior hibridização.

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No próximo ano, haverá a introdução do combustível E10, que é uma mistura de 90% de combustível fóssil e 10% de etanol, acima do padrão atual de 5,75% na F1.

As regras da F1 determinarão que o etanol a 10% deve ser ‘biocombustível de segunda geração’, produzido de forma sustentável, o que significa que terá uma pegada de carbono quase zero.

Mas olhando para o futuro, a F1 tem planos de mudar para combustíveis 100% sustentáveis quando mudar para sua nova fórmula de motor, em 2025 ou 2026.

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Estima-se que haverá 1,8 bilhão de carros nas estradas em 2030, com menos de 10% desses veículos elétricos a bateria (BEVs) puros, com o restante sendo uma mistura de híbrido e combustão interna. Portanto, os motores tradicionais continuarão a ser essenciais não apenas nas estradas, mas também em viagens aéreas e marítimas, onde a eletrificação simplesmente não é possível com a tecnologia de bateria atual.

A F1, que liderou vários desenvolvimentos automotivos importantes que agora são comuns na indústria automotiva, espera liderar o desenvolvimento desses combustíveis sustentáveis, trabalhando com parceiros para desenvolver novas tecnologias para criar os chamados ‘combustíveis drop-in’, que apesar de ser 100% sustentável, pode ser usado em qualquer veículo motorizado moderno sem a necessidade de modificações.

Esses combustíveis serão criados em laboratório, usando componentes que vêm de um esquema de captura de carbono, onde o CO2 é combinado com hidrogênio para criar um e-combustível sintético, ou através da biomassa, onde resíduos municipais ou bio-resíduos não alimentares, passam por um processo químico para criar combustível líquido.

Também se espera que esta abordagem atraia novos fabricantes para a categoria, com as marcas do Grupo Volkswagen, Audi e Porsche, analisando uma possível entrada na categoria quando a nova fórmula de motor for introduzida em 2025 ou 2026.

 

 

 

 

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