F1: De la Rosa revela motivo de acreditar na recuperação da Aston Martin

A Aston Martin mantém a confiança de que conseguirá mudar o rumo ainda na temporada 2026 da Fórmula 1, mesmo após um início muito difícil este ano. Segundo Pedro de la Rosa, a credibilidade de Adrian Newey e seu histórico de solucionar problemas complexos, explicam por que a equipe segue convencida de que a recuperação está próxima.

Essa expectativa interna é de que um grande pacote de atualizações, previsto para estrear no GP da Hungria, represente uma mudança significativa no desempenho do AMR26. Até agora, a equipe optou por não introduzir pequenas evoluções ao longo do campeonato, concentrando esforços em uma reformulação mais abrangente do carro, enquanto trabalhava em conjunto com a Honda para estabelecer uma base confiável para a unidade de potência.

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A estratégia teve um custo elevado. A Aston Martin passou boa parte da primeira metade da temporada nas últimas posições e soma apenas um ponto no campeonato, mas acredita que a combinação do novo pacote aerodinâmico com as oportunidades adicionais de desenvolvimento da unidade de potência concedidas pelo ADUO, poderá marcar o início de uma reação.

De la Rosa afirmou que a transparência de Newey foi fundamental para manter todos alinhados durante esse período: “Não diria que o ambiente mudou. Tem sido o mesmo desde o começo da temporada. Percebemos rapidamente que estávamos longe de onde queríamos estar, e desde então, a equipe definiu um plano e vem trabalhando para executá-lo”, afirmou.

O espanhol destacou que, mesmo sem atualizações durante várias corridas, o grupo permaneceu unido porque todos conheciam a estratégia: “Estamos trabalhando bem e seguindo um plano. Isso foi essencial, porque todos sabiam o que estávamos fazendo e quando faríamos. Não foi fácil, mas conseguimos permanecer unidos e confiantes de que podemos mudar essa situação”, disse ele.

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Lance Stroll (CDN) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

A confiança de De la Rosa em Newey, também é baseada na experiência que ambos compartilharam na McLaren. O ex-piloto de F1 e atual diretor na Aston Martin, relembrou que, em 2005, durante testes com o MP4-20, relatou ao engenheiro um problema de subesterço em curvas de alta. Após ouvir detalhadamente o feedback, Newey identificou que aquela condição não havia sido contemplada nos dados do túnel de vento e desenvolveu uma modificação na asa dianteira.

Segundo De la Rosa, essa mudança ajudou a transformar o MP4-20 em um dos carros mais rápidos daquela temporada: “Poucas corridas depois ele trouxe uma modificação na asa dianteira. Aquele carro foi o mais rápido de 2005. Não conquistamos o campeonato principalmente por problemas de confiabilidade, mas era uma verdadeira máquina”, acrescentou.

Para o dirigente da Aston Martin, a principal qualidade de Newey, é combinar análise técnica com as informações transmitidas pelos pilotos: “Ele sabe exatamente identificar o que está errado, por que está errado e como resolver. Isso economiza um tempo precioso na Fórmula 1. Já vi isso acontecer antes e tenho certeza de que vamos conseguir dar a volta por cima com a ajuda dele”, completou.