F1: Coulthard critica sistema de avaliação do ADUO: “Não parece ser mecanismo mais justo”

David Coulthard criticou o sistema usado pela Fórmula 1 para estabelecer qual equipe tem o melhor motor do pelotão, uma vez que a Red Bull foi eleita a superior novamente.

ADUO é a sigla para ‘Additional Development and Upgrade Opportunities’ [Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, tradução livre], que monitora o rendimento de cada unidade de potência do grid. Os testes criam um sistema de ranking, com tokens de desenvolvimento concedidos às fabricantes que estejam mais de 2% atrás do desempenho de referência.

Acontece que os testes medem apenas a potência do motor de combustão interna, deixando de fora o componente elétrica, embora apontem que o segundo faça muito mais diferença no desempenho gera. “Há uma velha expressão na Fórmula 1 de que a aerodinâmica é soberana, esse sempre foi meio que o mantra”, disse ao podcast Up to Speed.

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“Tendemos sempre a falar de aerodinâmica em vez de potência bruta, e houve exemplos de equipes que venceram campeonatos mundiais sem ter o motor mais potente. Mas sinto que houve uma oportunidade perdida; a FIA explicou que as equipes pediram um mecanismo o mais simples possível, o que acabou se restringindo apenas ao elemento de combustão interna da unidade de potência. Para mim, a questão não é nem sobre ser justo ou não, já que todos concordaram com isso; a pergunta é: por quê?”

Liam Lawson (NZL) Red Bull Racing RB22 and Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22 battle for position.
Foto: XPB Images

“É como dizer que vamos, sei lá, estabelecer um limite baseado em uma parte específica do corpo no atletismo, mesmo que o corpo todo seja utilizado na competição em si. Portanto, a unidade de potência como um todo não se resume à combustão interna. Envolve também a capacidade de armazenamento de energia elétrica”, seguiu.

“Para mim, na verdade, a questão é que esse não parece ser o mecanismo mais justo para monitorar o desempenho da unidade de potência, pois foca apenas no motor a combustão. A unidade de potência também envolve o gerenciamento de energia elétrica, a recuperação e a entrega dessa energia, o que é extremamente complexo.”

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“Sabemos, pelo caso da McLaren no início do ano, que eles estavam frustrados: recebiam a mesma unidade de potência, mas só obtinham todas as informações sobre ela na semana anterior à corrida. Não havia tempo suficiente para realizar as simulações e definir a melhor estratégia de entrega de energia. Assim, acabamos nesse cenário clássico em que todos nós ficamos pensando: ‘Isso realmente não parece ser a melhor solução'”, concluiu.