Com 5,513 km de extensão e 20 curvas, o traçado de Austin combina mudanças de elevação, trechos de alta velocidade e fortes frenagens, exigindo equilíbrio dos carros da Fórmula 1.
A Fórmula 1 desembarca em Austin, no Texas, para a disputa do GP dos Estados Unidos, 18ª etapa da temporada 2026. A corrida acontece no próximo domingo (25), no Circuito das Américas, um dos traçados mais completos do calendário e que reúne características inspiradas em alguns dos circuitos mais tradicionais do automobilismo mundial.
Inaugurado em 2012, o Circuito das Américas, também conhecido pela sigla COTA, foi construído para receber a Fórmula 1 e marcou o retorno da categoria aos Estados Unidos depois de cinco anos de ausência. Desde então, Austin se consolidou como uma das principais sedes da F1 no país.
O circuito possui 5,513 km de extensão, 20 curvas e é percorrido no sentido anti-horário. Uma de suas características mais marcantes é a variação de elevação, especialmente na aproximação da primeira curva, localizada no alto de uma subida acentuada.
Logo depois da reta de largada, os pilotos enfrentam uma forte frenagem para contornar a curva 1, uma esquerda fechada que permite diferentes trajetórias e frequentemente proporciona disputas por posição. A largura da pista nesse ponto também favorece as tentativas de ultrapassagem, especialmente na primeira volta.
Na sequência, o primeiro setor apresenta uma série de mudanças rápidas de direção, entre as curvas 3 e 6. O trecho foi inspirado nas características de circuitos como Silverstone e exige precisão dos pilotos, estabilidade aerodinâmica e respostas rápidas dos carros.
O segundo setor apresenta uma combinação de curvas mais lentas e uma longa reta, que termina na forte frenagem da curva 12. Esse é outro ponto importante para ultrapassagens, já que os pilotos chegam em alta velocidade e precisam reduzir significativamente o ritmo antes de contornar a esquerda.
A parte final da volta reúne curvas de diferentes velocidades, incluindo o longo contorno formado pelas curvas 16, 17 e 18. Nesse trecho, o equilíbrio do carro e o gerenciamento dos pneus podem fazer diferença, especialmente durante sequências prolongadas de voltas.

Um desafio para os carros de 2026
A diversidade de características do Circuito das Américas torna a definição dos acertos uma tarefa complexa para as equipes. O carro precisa apresentar boa eficiência nas retas, estabilidade nas curvas rápidas e tração suficiente para acelerar nas saídas dos trechos mais lentos.
Na temporada 2026, esse compromisso ganha uma dimensão adicional com os novos regulamentos técnicos da Fórmula 1, que introduziram mudanças importantes na aerodinâmica e nas unidades de potência.
O gerenciamento da energia elétrica também passa a ter papel relevante, especialmente nas longas zonas de aceleração e nas disputas por posição. A capacidade de utilizar a energia disponível nos momentos adequados pode influenciar tanto o desempenho em uma volta rápida quanto as ultrapassagens durante a corrida.
Outro fator importante é o comportamento dos pneus. A combinação de curvas rápidas, frenagens fortes e mudanças de direção impõe diferentes tipos de esforço sobre os compostos, exigindo atenção das equipes durante os treinos livres.
O GP dos Estados Unidos terá 56 voltas, totalizando pouco mais de 308 quilômetros. A corrida está marcada para domingo (25), às 17h, pelo horário de Brasília.
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