A Fórmula 1 terá no próximo final de semana uma situação incomum. O GP do Bahrein será realizado na Malásia, no Circuito Internacional de Sepang. A mudança ocorreu após o circuito do Bahrein ser descartado devido ao adiamento da prova originalmente prevista para abril e às preocupações de segurança no Oriente Médio.
O evento manterá o nome e o patrocínio da companhia aérea nacional do Bahrein, enquanto a realização em Sepang será viabilizada com apoio financeiro do país. Apesar de peculiar, a separação entre o nome de um GP e o local de sua realização, já aconteceu outras vezes na história da categoria.
Um dos exemplos ocorreu em 1982, quando o GP da Suíça foi disputado no circuito de Dijon-Prenois, na França. A Suíça não recebia uma etapa da F1 em seu território desde 1954 e havia proibido corridas em circuitos após o desastre de Le Mans, em 1955. Naquela edição, Keke Rosberg venceu pela Williams, à frente de Alain Prost e Niki Lauda.

Outro caso marcante foi o GP de San Marino, realizado entre 1981 e 2006 em Ímola, na Itália. As regras permitiam apenas um GP com o nome de cada país, e o calendário italiano já contava com o GP da Itália em Monza. Assim, o nome de San Marino foi utilizado para identificar a prova disputada em território italiano, próxima à pequena república.
A mesma lógica esteve por trás do GP de Luxemburgo, realizado no Nurburgring, na Alemanha, em 1997 e 1998. Como Hockenheim já possuía os direitos do nome GP da Alemanha, os organizadores adotaram o nome luxemburguês. Jacques Villeneuve venceu em 1997, enquanto Mika Hakkinen triunfou no ano seguinte.
O GP da Europa também teve diferentes endereços ao longo dos anos. A denominação passou por Brands Hatch e Donington Park, na Inglaterra, Nurburgring, na Alemanha, Jerez e Valência, na Espanha, além de Baku, no Azerbaijão, mostrando como o nome foi utilizado para permitir uma segunda corrida em determinados países sem repetir sua denominação nacional.
