F1: Comentarista diz que deve existir brecha no novo contrato para Verstappen deixar a Red Bull

Max Verstappen renovou com a Red Bull Racing até o final de 2030, mas seu novo vínculo não seria necessariamente definitivo. Para Bernie Collins, ex-engenheiro de Fórmula 1 e atual comentarista, ‘sempre há uma saída’ em contratos desse tipo.

A permanência do tetracampeão vinha sendo alvo de especulações diante da perda de desempenho da Red Bull, mas a equipe confirmou a extensão do acordo antes do GP da Holanda. Collins, porém, considera que o documento certamente prevê mecanismos que poderiam permitir uma saída antecipada.

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“Qualquer contrato, sempre há uma saída”, afirmou Collins no podcast Sky F1. Segundo ele, caso Verstappen deixe de querer correr pela equipe, não faria sentido mantê-lo preso ao vínculo: “Se Max decidir que não quer mais correr e quiser sair, não há motivo para mantê-lo. Você não vai conseguir o melhor dele, e está pagando uma quantia enorme para não obter o melhor dele”, afirmou.

Collins continuou, dizendo que, em sua avaliação, o contrato deve conter uma cláusula específica para esse cenário: “Com 100% de certeza o contrato tem uma cláusula de saída”, disse ele. O acordo anterior de Verstappen também possuía uma cláusula de saída, que permitiria ao piloto holandês deixar a Red Bull ao fim de 2026.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

Para o ex-engenheiro da categoria, entretanto, até mesmo a existência de um compromisso até 2030 não elimina a possibilidade de uma mudança de planos. Collins destacou que uma eventual negociação financeira poderia viabilizar a saída, caso Verstappen queira deixar a equipe ou outro time esteja disposto a contratá-lo: “Todos sabemos que o mundo gira em torno do dinheiro. Se Max quiser sair, ou outra equipe quiser contratá-lo, haverá um valor que poderá fazer isso acontecer em 2030, independentemente do que estiver escrito no contrato”, acrescentou.

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Collins reconheceu que a renovação representa um sinal positivo de comprometimento, mas ressaltou que o cenário pode mudar: “Se ele não estiver feliz no próximo ano, se não enxergar a categoria indo na direção certa ou não perceber que as melhorias da unidade de potência estão fazendo diferença, ele ainda terá a possibilidade de ir embora”, completou.