A China surgiu como alternativa para abrir a temporada 2027 da Fórmula 1, caso a situação no Oriente Médio impeça a realização das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita novamente. O calendário previsto ainda depende da evolução do conflito na região.
O plano preferencial da F1 é começar 2027 com etapas consecutivas no Bahrein e na Arábia Saudita, antes de seguir para um triplo compromisso entre Austrália, Japão e China. Se as condições não permitirem a realização das duas primeiras provas, a possibilidade mais avançada é iniciar o campeonato na China e depois disputar o GP do Japão.
A necessidade de um plano alternativo, ganhou força após os acontecimentos em 2026. As etapas do Bahrein e da Arábia Saudita foram canceladas na atual temporada, com a Malásia sendo incluída no calendário para o início de outubro, mas com a corrida no local sendo chamada de GP do Bahrein. A situação do conflito, também mantém em aberto o destino das provas finais no Catar e em Abu Dhabi.
Por sua vez, a Austrália não aparece como uma solução imediata para antecipar o início do próximo campeonato. As obras no novo prédio dos boxes de Albert Park impedem que a corrida seja deslocada significativamente para antes de sua posição provisória em abril.

Caso a China assuma a abertura de 2027, Melbourne seria disputada depois da passagem pela Ásia. O GP da Austrália poderia formar um triplo compromisso com China e Japão ou aparecer como uma etapa isolada, enquanto a F1 avaliaria posteriormente se ainda seria possível realizar Bahrein e Arábia Saudita em abril.
Stefano Domenicali, CEo da Fórmula 1, afirmou que a intenção é manter um calendário completo com 24 corridas em 2027, independentemente do que acontecer no Oriente Médio. A categoria, porém, ainda não divulgou o calendário provisório da próxima temporada, e algumas fontes indicam que uma definição pode demorar mais do que o esperado, apesar de especulações sobre uma decisão próxima ao GP da Itália, em Monza.
