F1: Chefes de equipes apoiam FIA sobre corridas no Oriente Médio

Os chefes de equipes da Fórmula 1 manifestaram apoio à FIA e à Formula One Management (FOM), diante das incertezas que ainda cercam o calendário de 2026. A instabilidade provocada pelos conflitos no Oriente Médio segue afetando a programação da categoria, e novas alterações continuam sendo consideradas.

Atualmente, o campeonato está previsto para ter 22 etapas, duas a menos que as 24 inicialmente planejadas. Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, que seriam disputados em sequência no mês de abril, foram adiados indefinidamente, devido ao agravamento das preocupações com a segurança na região após o início do conflito entre EUA e Irã.

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Desde então, o CEO da FIA, Stefano Domenicali, indicou que o GP do Bahrein poderá voltar ao calendário entre os GPs do Azerbaijão, marcado para 26 de setembro, e de Singapura, em 10 de outubro. A proposta criaria uma rodada tripla, mas até o momento nenhuma atualização oficial do calendário foi publicada, e o recente agravamento da crise na região deve impedir que isso aconteça.

Falando à imprensa, o CEO da McLaren Racing, Zak Brown, afirmou que as equipes confiam no trabalho da FIA e da FOM para encontrar a melhor solução: “No fim das contas, Stefano Domenicali e a FIA vão resolver o calendário. Nós correremos onde nos disserem que vamos correr e ficaremos felizes em fazer isso”, afirmou.

Brown também explicou que a indefinição não tem causado problemas comerciais significativos para as equipes: “Acho que todos enfrentamos o mesmo desafio para administrar essa situação. Nossos parceiros entendem que o calendário é bastante grande, então isso realmente não representa um problema comercial desse ponto de vista”, disse ele.

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Foto: XPB Images

Uma definição é esperada antes das férias da categoria em agosto, após a realização do GP da Hungria, ainda este mês. Enquanto isso, a situação permanece em aberto, principalmente porque os GPs do Catar e de Abu Dhabi, previstos para encerrar a temporada entre novembro e dezembro, também podem ser afetados pela instabilidade na região e exigir planos alternativos.

O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, reforçou a confiança no trabalho das entidades: “Honestamente, estamos todos no mesmo barco, equipes, FOM e FIA. Todos queremos disputar as corridas e correr novamente, mas a situação é essa. Temos enorme confiança na FIA e na FOM em relação ao calendário. Eles estão trabalhando duro para encontrar soluções e estou convencido de que estão fazendo o melhor possível”, acrescentou.

Steve Nielsen, diretor-geral da Alpine, compartilhou da mesma opinião e destacou que os organizadores devem estar avaliando diferentes cenários: “Não tenho muito a acrescentar. Tenho certeza de que eles possuem inúmeras versões do calendário e optarão por aquela que os acontecimentos mundiais permitirem realizar”, completou.