F1: Chefe da McLaren fala sobre uprades para o MCL38

A McLaren sempre esteve mais otimista em relação à segunda etapa do campeonato da Fórmula 1 em 2024 do que com a corrida de abertura no Bahrein. O MCL38 se provou mais ‘à vontade’ na pista de Jeddah na Arábia Saudita, terminando em quarto lugar com Oscar Piastri e ganhando uma posição em relação ao Bahrein. A McLaren se aproveitou de uma Mercedes muito abaixo do esperado, que sofreu problemas significativos em alta velocidade.

Essa vantagem em termos de ritmo de corrida em comparação com o W15 e o Aston Martin AMR24, foi de cerca de um décimo e meio. No entanto, a Ferrari estava três décimos à frente, e a Red Bull de Max Verstappen cerca de sete décimos.

Olhando para o campeonato de construtores, a equipe de Woking está em terceiro lugar com 28 pontos, atrás da Red Bull (87) e da Ferrari (49), mas à frente da Mercedes (26) e da Aston Martin (13).

Entrando no primeiro fim de semana da temporada, Andrea Stella disse que a pista do Bahrein não era muito adequada às características do MCL38. Ele ressaltou que Jeddah poderia ser mais favorável. No entanto, Lando Norris moderou as expectativas ao dizer que o carro ainda sofria com um limitado desempenho na parte dianteira.

Após a corrida, o chefe de equipe da equipe entrou em mais detalhes. “Nossos pontos fortes e fracos ficaram bem evidentes neste circuito. Começando pelos pontos fortes, você deve ter visto que no primeiro setor todos estavam perdendo terreno para nós. Isso porque, em curvas rápidas, onde você só precisa dar uma única entrada no volante, nosso carro responde muito bem”, disse Stela.

Os dados de GPS confirmam isso, já que na sequência de curvas da curva 4 à curva 10, os MCL38s nem perderam terreno para o RB20 de Max Verstappen, com Lando Norris mostrando mais velocidade do que o holandês. No entanto, quando as curvas são mais longas, como a 13 ou a última curva em Jeddah, é onde o MCL38 perde muito tempo.

“Nas curvas onde você precisa passar muito tempo esterçando, ainda não somos tão competitivos quanto gostaríamos”, afirmou Stella. “E é aí que carros como a Ferrari são muito fortes. Não é por acaso que Charles (Leclerc) estava tão competitivo no último setor.” A Aston Martin compartilha esse problema com seu AMR24.

A outra limitação importante do MCL38 é a velocidade máxima, especialmente com o DRS aberto. A McLaren perdeu até quatro décimos na sessão de classificação, uma diferença que custou a Piastri e Norris o segundo e terceiro lugares no grid. Essa limitação criou problemas consideráveis para Piastri na corrida, ao não conseguir ultrapassar o W15 de Lewis Hamilton.

Stella continuou, dizendo que atualizações chegarão durante a temporada. Circuitos específicos também darão à McLaren certas vantagens e desvantagens. “Suzuka tem um primeiro setor muito parecido com Jeddah, então esperamos que a pista japonesa seja boa para nós”, afirmou.

Em relação ao desenvolvimento, a McLaren espera manter a trajetória que alcançou no ano passado após a Áustria. “Temos algumas pequenas mudanças chegando para a Austrália, e esperançosamente, para o Japão. Mas elas só valerão alguns milésimos de segundo. Então, dentro do primeiro terço da temporada, teremos uma atualização importante”, acrescentou.

Miami ou Ímola são os eventos mais prováveis onde as primeiras atualizações substanciais serão introduzidas. A pista americana sediará o segundo final de semana com corrida Sprint do ano.
No ano passado, foi apenas Lando Norris quem recebeu o carro atualizado na Áustria. Piastri recebeu as atualizações posteriormente. No entanto, esses problemas logísticos não devem se repetir em 2024.

“A estreia das atualizações não tem mais muito a ver com logística. Mas sim, mais com a escolha de se quer introduzi-las em corridas com o formato Sprint, e acima de tudo, se a atualização está pronta. Isso acontece depois de estarmos convencidos de que pode ser uma boa atualização”, concluiu Stella.