A Renault deixou clara sua posição sobre o futuro societário da Alpine na Fórmula 1. O CEO da montadora, François Provost, afirmou que a Otro Capital não trouxe valor operacional para a equipe e destacou que qualquer novo investidor precisará compartilhar os mesmos objetivos da fabricante francesa.
Essa declaração ocorre enquanto a Otro Capital, que adquiriu uma participação minoritária na Alpine em 2023, busca vender sua fatia. Segundo Provost, a prioridade da Renault é preservar o controle da equipe e garantir que um eventual novo acionista esteja alinhado com a estratégia da empresa.
Atualmente, a Otro Capital detém 24% da Alpine. Entre os investidores do fundo estão nomes conhecidos do esporte e do entretenimento, como Patrick Mahomes, Travis Kelce, Ryan Reynolds e Rory McIlroy.
Em entrevista ao The Race, Provost foi direto ao avaliar a contribuição da empresa para o funcionamento da equipe: “Nós administramos a equipe. A Otro não tem direito nem valor agregado para nos ajudar na operação. Portanto, somos totalmente responsáveis”, afirmou.

O executivo destacou que a possível venda da participação, não altera o trabalho diário da Alpine: “Acho que somos capazes de avaliar isso juntos. Eles querem vender, terão um bom retorno. Precisam da nossa aprovação para vender, e isso pode acontecer mais cedo ou mais tarde, mas do ponto de vista operacional, não há impacto, e isso é o mais importante para mim”, disse ele.
Pelas condições atuais, a Renault mantém até setembro o direito de vetar a venda das ações caso considere o comprador inadequado. Mesmo com essa possibilidade, Provost deixou claro que não há pressa para concluir qualquer negociação.
“O primeiro princípio é que a Renault irá manter o controle. Não pretendemos vender ações”, afirmou o CEO. Em seguida, reforçou a principal condição para aceitar um novo investidor: “O segundo princípio é que, se a Otro vender sua participação, quero ter certeza de que, com o novo acionista, teremos proximidade, objetivos em comum e interesses em comum. É por isso que não tenho pressa”, finalizou.
As declarações evidenciam que a Renault pretende manter total controle sobre a direção da Alpine, tratando uma eventual mudança entre os acionistas minoritários como uma decisão estratégica, desde que o futuro parceiro compartilhe a mesma visão para o desenvolvimento da equipe na Fórmula 1.
