As contas da McLaren referentes a 2025 revelaram o tamanho do salto financeiro da equipe, mas também mostraram quanto a mudança na estrutura de propriedade pesou nos números do ano. Entre os principais valores está a remuneração do CEO, Zak Brown, que ficou bem acima do que havia recebido em 2024.
O executivo teve um salário-base de £8,215 milhões no ano passado, contra £6,126 milhões no período anterior. A maior diferença, porém, veio dos incentivos de longo prazo, que somaram £73,682 milhões, mais que o dobro dos £31,077 milhões registrados em 2024.
Com esses valores, Brown aparece entre os executivos mais bem pagos do esporte. Uma semana antes da divulgação das contas, a Sky News havia estimado seu pacote total em mais de £75,4 milhões, cerca de US$ 100 milhões.

O aumento está ligado a uma operação societária envolvendo a McLaren. Os proprietários do Oriente Médio compraram os 30% que ainda estavam nas mãos de investidores externos, e a transação acionou uma outorga de ações. Por isso, o valor registrado em 2025 não representa simplesmente o salário anual do CEO.
Na prática, Brown recebeu mais no ano do que Lando Norris, campeão da temporada 2025 da Fórmula 1, e Oscar Piastri juntos.
Os números também ajudam a dimensionar o momento vivido pela McLaren fora das pistas. A equipe teve em 2025 seu melhor desempenho esportivo em décadas e, ao mesmo tempo, alcançou seu maior nível de receita. E a tendência é de crescimento ainda maior: segundo a Sky News, a McLaren está no caminho para se tornar a primeira equipe da F1 a registrar US$ 1 bilhão em receita anual, já em 2026.
