F1: BYD revela condição para entrar na categoria no futuro

A Fórmula 1 pode ganhar um novo fabricante no futuro, mas a BYD deixou claro que sua entrada dependerá de uma condição considerada indispensável. A empresa chinesa afirmou que só irá participar da categoria caso possa contribuir tecnologicamente, descartando qualquer projeto voltado apenas à exposição da marca.

Nos últimos meses, a montadora passou a ser frequentemente associada à Fórmula 1, impulsionada pelo crescimento da empresa no mercado automotivo e pelo foco cada vez maior da categoria em tecnologias ligadas à eletrificação. Apesar das especulações, a companhia afirma que ainda avalia quais caminhos poderiam fazer sentido para um eventual envolvimento.

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Em abril, a vice-presidente da BYD, Stella Li, revelou que se reuniu com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, durante o GP realizado em Xangai. Segundo ela, as conversas continuam acontecendo regularmente e a categoria desperta interesse por representar um ambiente marcado por paixão e tradição: “Nós nos encontramos com Stefano Domenicali em Xangai e estamos sempre em contato próximo. Gosto da F1 porque ela representa paixão e cultura, e muitas empresas sonham em fazer parte disso”, afirmou.

De acordo com informações, a BYD analisa diferentes possibilidades para ingressar na Fórmula 1. Entre elas estão uma parceria técnica semelhante às existentes entre Ford e Red Bull ou Toyota e Haas, além da possibilidade de atuar como patrocinadora. Uma entrada direta no campeonato também não está descartada, embora seja considerada um desafio mais complexo.

F1: BYD revela condição para entrar na categoria no futuro
Imagem gerada por IA

Quem reforçou a posição da empresa foi o consultor especial da BYD, Alfredo Altavilla. Segundo ele, a fabricante não pretende investir na categoria apenas para fins comerciais e só considera um projeto que ofereça uma contribuição técnica relevante.

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“Não estamos envolvidos nas discussões sobre o regulamento de 2030. Acho que Stella foi muito clara sobre isso, e só consideramos a Fórmula 1 na medida em que nossa tecnologia possa servir aos objetivos da categoria. Nunca participaremos da Fórmula 1 apenas para colocar um adesivo na lateral de um carro. Existem maneiras melhores de investir esse dinheiro”, declarou.

Altavilla acrescentou que uma futura participação dependerá diretamente da evolução das regras técnicas previstas para os próximos anos: “Se encontrarmos uma forma de sermos parceiros tecnológicos da Fórmula 1, poderemos ter interesse. Depois será preciso encontrar uma solução. Mas esse é um pré-requisito. Vamos ver como esses novos regulamentos serão desenvolvidos”, completou.