A Fórmula 1 anunciou um calendário com mais corridas sprint em 2027, e esse fator pode exigir mudanças na categoria. Para Will Buxton, uma das principais questões está na distribuição de pontos, mas o apresentador também vê a necessidade de rever as limitações para o desenvolvimento aerodinâmico dos carros.
Serão 10 finais de semana com sprint na próxima temporada: Bahrein, Austrália, Japão, Canadá, Mônaco, Inglaterra, Itália, Brasil, Catar e Abu Dhabi. Atualmente, os oito primeiros colocados na sprint pontuam. O vencedor recebe oito pontos, o segundo fica com sete, o terceiro com seis, e a sequência segue até o oitavo colocado. Buxton entende que esse formato deveria ser ampliado diante do espaço cada vez maior das sprints no campeonato.
“Você deveria receber mais pontos. Deveria ir mais longe. Eles deveriam redistribuir a estrutura de pontos entre as sprints e a corrida principal”, disse Buxton no podcast Up To Speed.
O apresentador também lembrou que os pilotos da F1 já estão familiarizados com fins de semana que incluem mais de uma corrida. Segundo ele, apenas Fernando Alonso não passou pelas categorias de acesso citadas, nas quais esse formato era comum.

“Não esqueça também que todos os pilotos desse grid, exceto Fernando [Alonso], passaram pelas fórmulas de acesso, desde a GP2, que hoje é a Fórmula 2, com duas corridas em um fim de semana. Então, não é como se eles não estivessem acostumados com isso.”
A expansão do calendário de sprints também pode ter impacto na maneira como as equipes distribuem seus recursos. Buxton destacou que o teto orçamentário torna essa questão ainda mais relevante, já que as equipes precisam definir como investir no desenvolvimento ao longo da temporada:
“Sobre o seu ponto a respeito do desenvolvimento, isso poderia então levar, sob o teto orçamentário, as equipes a terem que repensar novamente como alocam seus gastos ao longo do ano. A grande maioria, o que já é o caso, mas com um foco ainda maior em P&D por meio de CFD e túnel de vento, e obviamente você tem as limitações nisso com base em onde terminou a temporada anterior do campeonato.”
“Então isso pode precisar de um pouco de reajuste também, a fim de permitir um pouco mais de tempo para CFD e um pouco mais de tempo no túnel de vento, porque é aí que o desenvolvimento será feito, em última análise”, concluiu Buxton.
