Martin Brundle defendeu uma mudança nas regras da Fórmula 1 após a punição aplicada a Kimi Antonelli por limites de pista no GP da Inglaterra. O italiano recebeu cinco segundos de acréscimo em Silverstone e caiu para fora da zona de pontuação.
Antonelli vinha em segundo lugar quando teve um problema no protetor da roda dianteira esquerda de sua Mercedes. Mesmo com dificuldades de dirigibilidade no W17, o líder do campeonato tentou levar o carro até o fim, mas acabou saindo da pista algumas vezes enquanto lutava para controlar o carro.
Pelo regulamento atual, as repetidas violações de limites de pista geraram uma punição automática de cinco segundos. Antonelli terminou em nono na pista, mas a penalidade o jogou para 16º, sem pontos em uma corrida em que chegou a disputar uma possível primeira vitória em Grande Prêmio.
Brundle criticou a rigidez da aplicação automática da regra em situações nas quais o piloto não busca vantagem competitiva. “Limites de pista são uma punição de desempenho, não uma punição de sobrevivência”, afirmou durante a cobertura da Sky Sports F1. “Essa regra precisa ser ajustada. Penalidades por limites de pista são para quando pilotos ganham vantagem competitiva cortando curvas ou abrindo demais a trajetória, conseguindo carregar mais velocidade.”

A Mercedes decidiu não contestar a punição, mas o caso reacendeu o debate sobre a capacidade do sistema atual de diferenciar ganho de desempenho e perda de controle causada por falha no carro. Brundle também ponderou que, sem o Safety Car provocado pelo acidente de Max Verstappen, Antonelli provavelmente teria absorvido a punição e ainda terminado à frente das duas Alpine.
Apesar do revés, Antonelli segue na liderança do campeonato. George Russell, segundo colocado em Silverstone, reduziu a diferença para 25 pontos e aumentou a pressão interna na Mercedes para a segunda metade da temporada.
