Luke Browning acredita estar cada vez mais preparado para conquistar uma vaga como titular na Fórmula 1, e revelou que uma das maiores lições da temporada tem vindo da observação de Lewis Hamilton. Atual piloto reserva da Williams, o britânico afirmou que seu trabalho vai muito além de ficar à disposição da equipe e inclui análises detalhadas que ajudam no desempenho dos carros durante os finais de semana.
Além das atividades no simulador, reuniões técnicas, compromissos de marketing e da disputa da Super Formula no Japão, Browning desempenha um papel importante na interpretação dos dados de pista. O piloto espera que essa experiência o aproxime de uma oportunidade no grid já na próxima temporada.
Em entrevista ao GPblog, Browning explicou que sua principal missão é estar pronto para substituir um dos titulares caso seja necessário: “Conversar com as pessoas”, disse em tom descontraído ao resumir parte de suas funções. Em seguida, continuou: “Obviamente, preciso estar preparado caso a equipe precise de mim. Esse é o principal trabalho de um piloto reserva, ser a melhor opção possível se chegar esse momento”, afirmou.
O britânico destacou que consegue oferecer uma visão diferente da dos engenheiros ao analisar o comportamento dos adversários durante as corridas. Como exemplo, citou Lewis Hamilton: “Posso observar as linhas de pilotagem e entender por que talvez Hamilton esteja ganhando vantagem em determinado trecho. Depois, transmito isso pelo rádio aos engenheiros-chefes e sugiro que talvez valha a pena testar aquela linha. Às vezes a pista foi recapeada em algum ponto e posso contribuir com ideias a partir da minha experiência enquanto acompanho as câmeras onboard”.
Browning também acredita que o atual regulamento favorece o estilo de pilotagem do heptacampeão: “A forma como é preciso carregar velocidade e usar mais as zebras faz com que esses carros tenham menos características de aceleração e frenagem do que no passado. Pelo que vejo, isso combina mais com o estilo dele do que acontecia no ano passado”, avaliou.

Apesar de considerar o trabalho de análise enriquecedor, o jovem piloto admitiu sentir falta das disputas na pista. Ele contou que, durante o GP de Mônaco, acompanhou antigos adversários da Fórmula 2 e desejou estar competindo. Ainda assim, acredita que fez a escolha certa ao aceitar o cargo de piloto reserva: “Estou no melhor lugar possível. A promoção mostra que fiz um bom trabalho na Fórmula 2 e agora quero continuar aprendendo”, disse ele.
Enquanto aguarda uma oportunidade na Fórmula 1, Browning segue competindo na Super Formula japonesa, categoria que considera importante para ampliar sua experiência: “Quanto mais experiências diferentes você tiver, melhor. Antigamente muitos pilotos corriam de turismo antes da Fórmula 1. Acho que isso é parecido com o que Max Verstappen faz atualmente nas corridas de GT”, acrescentou.
Os rumores no paddock apontam Browning como um dos principais candidatos a assumir um cockpit da Williams, caso Alex Albon ou Carlos Sainz deixem a equipe após esta temporada. Questionado sobre essa possibilidade, ele respondeu: “Gostaria de pensar assim. Vamos ver”. O britânico concluiu dizendo que seu foco é continuar evoluindo. “Quero seguir provando meu valor, pilotando bem e ajudando a equipe com meu feedback. A Williams Driver Academy sempre acreditou em mim e sinto que estou pronto para a Fórmula 1. Agora vamos ver o que acontece”, completou.
