F1: Brown concorda em discutir mudanças no teto de orçamento

O CEO da McLaren, Zak Brown, não descarta mudanças nas regras do teto de gastos da Fórmula 1. Em meio à pressão de James Vowles, chefe da Williams, por uma revisão do sistema, o dirigente afirmou que está aberto ao diálogo, embora considere o tema complexo.

A discussão envolve a possibilidade de ajustar os limites financeiros, para reduzir as diferenças entre equipes com estruturas construídas antes da introdução do teto em 2021, e aquelas que precisam desenvolver sua infraestrutura sob as restrições atuais. Vowles defende mecanismos que permitam investimentos adicionais de acordo com a posição de cada equipe no campeonato, proposta que já recebeu apoio parcial de Alpine, Aston Martin, Audi e Cadillac, mas enfrenta resistência de Haas e Racing Bulls.

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Brown destacou que a categoria costuma revisar suas regras de maneira coletiva, tanto nas áreas financeira e esportiva quanto na técnica: “Acho que, como esporte, fazemos um bom trabalho ao revisar os regulamentos financeiros, esportivos e técnicos, e trabalhamos bem juntos para tentar avançar”, afirmou.

O dirigente também ressaltou que o desempenho de uma equipe, não depende apenas do tamanho de sua estrutura. Segundo Brown, a McLaren não possui uma das maiores infraestruturas do grid e utiliza uma unidade de potência da Mercedes, mas conseguiu conquistar campeonatos graças à qualidade de seu pessoal e à cultura de trabalho.

F1: Brown concorda em discutir mudanças no teto de orçamento
Foto: Lucas Miranda / F1MANIA.NET

“É complicado, mas estou sempre aberto a ouvir”, disse Brown ao comentar a possibilidade de mudanças. Ele acrescentou que a combinação dos limites de despesas de capital (CapEx) e operacionais (OpEx), já representou um avanço, pois obriga as equipes a decidir cuidadosamente onde investir seus recursos.

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O CEO também argumentou que a competitividade atual da categoria deve ser considerada no debate. Brown lembrou que a temporada anterior teve o grid mais equilibrado da história da Fórmula 1, segundo sua avaliação, com quatro equipes vencendo corridas, enquanto uma quinta conquistou uma pole position neste ano.

Qualquer alteração nas regras financeiras, ainda precisaria passar pela Administração do Teto de Gastos da FIA e pelo Comitê Consultivo Financeiro, antes de chegar a uma votação na Comissão da F1. O processo pode levar meses ou até várias temporadas, e ainda não está definido se Vowles conseguirá reunir apoio suficiente para aprovar sua proposta.