F1: Bottas indica motivo da maioria dos pilotos não querer corrida em Ímola

A possibilidade de a temporada 2026 da Fórmula 1 terminar na Itália, não agrada Valtteri Bottas. O piloto da Cadillac apontou uma combinação de fatores que, segundo ele, tem deixado os pilotos da categoria pouco interessados em uma eventual prova em Ímola.

Essa definição do calendário ainda depende da situação das etapas do Catar e de Abu Dhabi, que permanecem sob incerteza devido à guerra no Oriente Médio. Caso uma das corridas, ou até mesmo as duas, não possa ser realizada, Ímola aparece como alternativa para receber a última etapa do campeonato, possivelmente em dezembro.

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Para Bottas, o período do ano já seria um problema por causa das severas condições climáticas esperadas no circuito. O finlandês mencionou temperaturas baixas, neblina durante as manhãs e a chegada antecipada do anoitecer, mas destacou principalmente outro fator, as recentes questões fiscais envolvendo alguns pilotos da Fórmula 1 na Itália.

De acordo com as informações, esses pilotos receberam uma comunicação referente à revisão de seus últimos sete anos de situação tributária. A cobrança envolveria ao menos metade dos valores de impostos que não teriam sido recolhidos, enquanto a possibilidade de prisão teria sido mencionada para casos de inadimplência.

Valtteri Bottas (FIN) Cadillac Formula 1 Team MAC-26.
Foto: XPB Images

Bottas resumiu sua posição ao ser questionado sobre Ímola: “Não sou um grande fã porque ouvi falar sobre o clima normalmente nessa época do ano. A neblina pela manhã, o pôr do sol muito cedo, a temperatura. E também, não sei se você ouviu falar sobre os impostos italianos? Nenhum piloto realmente quer correr na Itália por causa dos acontecimentos recentes”, afirmou.

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O assunto ganhou força em abril, quando a Guardia di Finanza iniciou inspeções administrativas relacionadas a possíveis casos de evasão fiscal envolvendo equipes de F1 estabelecidas fora da Itália. Ainda assim, Bottas afirmou que participaria da corrida caso a categoria decidisse levá-la adiante.

“Não acho que a Fórmula 1 assumiria o risco para todas as pessoas aqui. Então, se for confirmada, tudo bem”, acrescentou. Para o piloto finlandês, Abu Dhabi seria uma alternativa mais atraente, tanto pelo clima quanto pela questão tributária: “Acho que todos gostariam de correr em algum lugar mais quente, mas pelo que ouvi, ainda vamos para o Catar e Abu Dhabi”, completou.