A definição sobre o encerramento da temporada 2026 da Fórmula 1 segue cercada de incertezas, mas Mohammed Ben Sulayem deixou clara a prioridade da FIA diante da situação no Oriente Médio. O presidente da entidade afirmou que pilotos e integrantes das equipes não serão colocados em risco.
Uma decisão sobre o assunto ganhou urgência, porque se aproxima o prazo estabelecido pelo CEO da F1, Stefano Domenicali, para definir se os GPs do Catar e Abu Dhabi poderão ser realizados. A temporada permanece oficialmente programada para terminar com as corridas no Catar, em 29 de novembro, e em Abu Dhabi, em 06 de dezembro, embora Ímola seja apontada como a alternativa mais provável caso essas provas sejam canceladas.
Em entrevista à Associated Press durante o final de semana do GP da Itália, Ben Sulayem afirmou que, por enquanto, o cenário segue sendo tratado normalmente: “Está tudo como programado. Não estamos mudando nada a menos que seja necessário”, afirmou o presidente da FIA, que também destacou manter contato regular com Domenicali.

Ben Sulayem, que nasceu nos Emirados Árabes Unidos, reconheceu a ligação pessoal com a região, mas colocou a segurança acima dos interesses esportivos: “Acho que vidas humanas são mais importantes do que o automobilismo, mas sendo daquela parte do mundo, não podemos nos precipitar e simplesmente dizer: ‘Pronto, vamos cancelar’,” acrescentou.
A possibilidade de mudança no calendário ganhou força, depois que as etapas do Oriente Médio do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), foram retiradas da programação e substituídas por provas em Barcelona e Monza. Caso Catar e Abu Dhabi também sejam descartados pela Fórmula 1, Ímola pode ser o possível palco para o encerramento do campeonato de 2026.
