A Aston Martin deixou seus concorrentes relativamente surpresos no GP da Hungria, com o primeiro grande pacote de atualizações desenvolvido sob a direção de Adrian Newey. Depois de aparecer como a equipe mais lenta da Fórmula 1 em boa parte de 2026, o time deu um salto significativo no Hungaroring.
O time britânico havia optado por esperar por um conjunto maior de mudanças, em vez de introduzir diversas atualizações menores ao longo da temporada. A primeira parte desse pacote chegou no GP da Hungria, e segundo algumas análises, provocou uma mudança evidente no desempenho do AMR26.
Após as dez primeiras etapas deste ano, a Aston Martin ocupava a décima posição no campeonato de construtores, e apresentava uma desvantagem média de 2,99 segundos para a pole nas sessões de classificação, equivalente a 3,59%. No início do ano, a diferença era pouco superior a dois segundos, mas aumentou progressivamente à medida que os concorrentes introduziram suas próprias atualizações.

Em circuitos de maior exigência de potência, como Silverstone e Spa-Francorchamps, o déficit chegou a cerca de 5%. A situação era ainda mais preocupante no ritmo de corrida, pois a Aston Martin perdia, em média, 4,28 segundos por volta para a referência mais rápida, uma diferença de 4,91%, também com tendência de crescimento ao longo das primeiras dez corridas.
O pacote introduzido na Hungria representa, portanto, uma mudança importante em relação ao desempenho apresentado anteriormente. A equipe ainda tinha pela frente outra atualização relevante, já que as mudanças preparadas pela Honda na unidade de potência são esperadas para chegar no GP da Holanda, aumentando a expectativa em torno da evolução do projeto liderado por Newey.
