Kimi Antonelli decidiu não utilizar o colete de resfriamento no GP de Singapura da Fórmula 1, após duas experiências negativas com o dispositivo em 2025. O piloto da Mercedes revelou que sofreu uma insolação depois de uma falha no sistema de circulação de água durante uma sessão nos Estados Unidos.
A decisão ocorre em um final de semana no qual o risco relacionado ao calor foi declarado pela quarta vez na temporada. O equipamento divide opiniões entre os pilotos, já que pode ajudar a controlar a temperatura corporal, mas também gera preocupação quando seu funcionamento não é confiável.
Em entrevista, Antonelli explicou que o primeiro problema aconteceu porque o colete deixou de funcionar antes do esperado. Na segunda ocasião, durante a classificação Sprint para o GP dos EUA em 2025, em Austin, uma falha na bomba fez com que o sistema distribuísse água a 50 graus durante toda a sessão.
“Fiz toda a sessão com o sistema bombeando água a 50 graus e sofri uma insolação depois. Não foi nada agradável”, relatou o italiano, que atualmente lidera o campeonato. Após os episódios, ele decidiu intensificar a preparação física para evitar depender do dispositivo durante os finais de semana de corrida.

Apesar da resistência, Antonelli não descartou voltar a utilizar o colete no futuro. Para isso, porém, considera necessário que o equipamento passe por um desenvolvimento capaz de garantir seu funcionamento durante todo o período de uso.
“Se chegarmos a um ponto em que ele esteja desenvolvido e tivermos confiança de que vai funcionar sempre, pelo tempo de que precisamos, acho que será muito bom, porque realmente mantém você resfriado”, disse ele.
O piloto italiano também destacou o risco de uma nova falha durante a corrida: “Imagine que você o coloque no domingo, e depois de trinta minutos, ele pare de funcionar. A água quente é ainda pior”, concluiu Antonelli.
