Fernando Alonso afirmou que seu futuro na Fórmula 1 não está condicionado ao desempenho da nova versão da unidade de potência da Honda. O espanhol ainda não confirmou se permanecerá no grid em 2027, mas deixou claro que sua avaliação vai além de um ganho imediato de desempenho.
A Honda introduziu no GP da Holanda sua primeira atualização de motor da temporada, depois de enfrentar dificuldades na primeira metade do ano. A Aston Martin também passou por um início complicado, embora tenha levado uma atualização de chassi em Budapeste no mês passado.
Questionado sobre o peso da evolução da Honda em sua decisão, Alonso foi direto: “Não é importante.” Na sequência, explicou que espera melhorias em potência e dirigibilidade, mas considera mais relevante entender se existe uma direção técnica clara. “Para mim, é mais importante, como em Budapeste com o chassi, ver que existe uma filosofia de entendimento sobre o que é necessário e um passo à frente.”
O bicampeão também destacou que não espera uma mudança radical de competitividade no curto prazo. Segundo ele, o foco está em verificar se aquilo que foi projetado na fábrica aparece de forma consistente no carro. “Em Budapeste, sabíamos que não disputaríamos as primeiras posições, mas queríamos confirmar que a direção do chassi estava correta, e acho que fizemos isso.”

Alonso acrescentou que a mesma lógica vale agora para a unidade de potência. “Seria bom confirmar que tudo está funcionando como esperado. Se for um décimo ou um segundo, não importa realmente o número.”
Para o espanhol, a distância atual para a frente do grid torna o ganho bruto menos relevante do que a correlação entre expectativa e resultado. “Estamos muito atrás para realmente nos preocupar com um número. Só queremos ver que aquilo que esperávamos foi entregue.”
