Fernando Alonso ainda não decidiu se continuará como piloto na Fórmula 1 na próxima temporada. Aos 45 anos, o bicampeão mundial afirmou em Zandvoort que sua permanência além de 2026, vai depender principalmente de quanto ainda estará se divertindo ao volante.
A falta de desempenho da Aston Martin na atual temporada é um dos elementos do cenário, mas o espanhol viu sinais positivos na última corrida antes da pausa, na Hungria. Com as atualizações no AMR26, a equipe deixou a parte de trás do grid e voltou a disputar posições no pelotão intermediário, próxima da zona de pontuação.
O espanhol explicou que os regulamentos permanecerão praticamente iguais na próxima temporada, com apenas uma pequena mudança relacionada ao equilíbrio de potência do motor de combustão: “Os regulamentos vão permanecer. Nós conhecemos os regulamentos, sabemos que no próximo ano será igual. Há um pequeno ajuste na potência do motor de combustão, mas os regulamentos permanecem os mesmos, então depende de mim se quero me divertir mais ou menos”, afirmou.
Questionado sobre quando pretende tomar uma decisão, Alonso admitiu que ainda não estabeleceu um prazo: “Não sei. Acabei de voltar das férias, então vou ver nos próximos dias, semanas ou meses. Vamos ver”, disse ele. O espanhol acrescentou que deverá conversar com Lawrence Stroll e Adrian Newey nas próximas semanas, seja em encontros durante o calendário da F1 ou em sua próxima ida à fábrica para trabalhar no simulador.

Apesar da indefinição sobre continuar correndo na F1, Alonso garantiu que pretende permanecer ligado à Aston Martin por longo prazo: “A Fórmula 1 é, foi e sempre será minha vida, e meu coração está aqui. Estarei nesta equipe em uma função ou outra no longo prazo”, continuou, explicando que poderia continuar como piloto ou assumir outra posição caso pudesse contribuir mais dessa maneira.
O espanhol também reconheceu que ainda precisa da competição e da adrenalina das corridas. Além do sonho de conquistar um terceiro título na F1, Alonso citou a possibilidade de disputar novamente as 500 Milhas de Indianápolis e buscar uma vitória no Rally Dakar, mas admitiu que não sabe se a Aston Martin alcançará o nível necessário para lutar pelo campeonato enquanto ele ainda estiver ao volante na Fórmula 1.
