Fernando Alonso defendeu mudanças nos algoritmos que controlam a utilização de energia nos carros da Fórmula 1 em 2026. O piloto da Aston Martin afirmou que as regras atuais precisam de ajustes para melhorar o funcionamento da nova geração de unidades de potência.
Com o regulamento deste ano, a distribuição de potência passou a ser dividida quase igualmente entre o motor de combustão e a parte elétrica. Um algoritmo de computador com capacidade de aprendizado, através da Inteligência Artificial (IA), determina como a energia da bateria será utilizada ao longo da volta e adapta seu funcionamento de acordo com os comandos recebidos do piloto.
Como parte da estratégia de utilização da energia é definida pelo software antes da corrida, os pilotos não conseguem controlar completamente a entrega elétrica. A característica tem provocado críticas entre os competidores, especialmente após o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, quando Oscar Piastri afirmou que era uma forma ruim de disputar corridas e criticou a influência dos computadores sobre os resultados.
Alonso, no entanto, lembrou que a influência de sistemas desenvolvidos pelas equipes, não é uma novidade na categoria. Segundo o espanhol, recursos como controle de tração e diferentes soluções para largadas, já fizeram com que determinados carros apresentassem vantagens, independentemente da atuação individual do piloto: “As equipes estão sempre trazendo o desempenho para tudo”, afirmou.

Mesmo assim, o bicampeão mundial reconheceu que há um problema específico na atual utilização das baterias atuais: “Com estas regulamentações atuais e a utilização da bateria, há algo que precisa ser corrigido e melhorado”, continuou Alonso, destacando que a categoria ainda está no primeiro ano do atual conjunto de regras.
O piloto espanhol também vê espaço para mudanças nos próximos anos. Alonso citou a alteração já aprovada para 2027 na relação entre combustão e energia elétrica e mencionou as discussões sobre um possível retorno dos motores V8 em 2030 ou 2031: “Estou otimista de que, no futuro, isso vai melhorar e que será melhor compreendido quais são as regras e o que os carros precisam”, completou.
