F1: Albon indica efeito inesperado das pressões nos pneus em 2026

Alex Albon afirmou que o aumento das pressões dos pneus traseiros na Fórmula 1 em 2026, está contribuindo para um comportamento inesperado dos compostos, que apresentam desgaste muito menor do que o esperado. O piloto da Williams também questionou as regras do modo aerodinâmico utilizado nas retas, apontando a relação entre esse sistema e as medidas adotadas por segurança.

O problema ficou evidente no GP de Singapura, quando os pneus macios da Pirelli conseguiram completar boa parte da corrida com desempenho consistente. A fabricante levou os compostos C3, C4 e C5, correspondentes aos duros, médios e macios, mas nenhum piloto utilizou os duros durante a corrida Sprint daquele fim de semana. No GP principal, os macios se mostraram competitivos por uma distância incomum para o composto.

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Albon e Lewis Hamilton estavam entre os pilotos que largaram com os médios e trocaram rapidamente para os macios, que se tornaram a opção preferida. Hamilton, porém, perdeu rendimento no fim, após completar 44 voltas com pneus já bastante usados. Um comportamento semelhante havia sido observado no GP do Azerbaijão, duas etapas antes, quando os macios também suportaram grande parte da prova sem dificuldades significativas.

Alexander Albon (THA) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Na temporada 2026, a Pirelli precisou elevar as pressões dos pneus traseiros para lidar com os riscos associados aos novos carros. Os pneus foram desenvolvidos inicialmente com base em níveis de pressão aerodinâmica esperados, mas a carga real superou as previsões. Além disso, o modo aerodinâmico de baixa resistência nas retas pode reduzir a carga sobre o carro, e uma falha no sistema poderia impor esforços excessivos aos pneus.

“Esse pneu macio foi muito bom nesta corrida, até bom demais”, avaliou Albon. O piloto acrescentou que o composto apresentou comportamento mais próximo ao de um duro e afirmou que as pressões traseiras ‘aumentaram demais’. Para ele, seria melhor eliminar o modo aerodinâmico nas retas, já que uma falha no sistema poderia tornar inviável continuar a corrida.

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Apesar das dificuldades, Albon elogiou outro aspecto do trabalho da Williams, o macacão refrigerado. Mesmo com o equipamento sem funcionar nas dez primeiras voltas em Singapura, o piloto disse que, depois de ativado, o sistema proporcionou conforto e considerou que a equipe desenvolveu a melhor solução do grid nesse aspecto.