F1: Ajustes da FIA não eliminam dificuldades nas corridas, afirmam pilotos

As mudanças nos regulamentos técnicos da Fórmula 1 para 2026, introduzidas no GP de Miami, ainda não resolveram de forma significativa os problemas das unidades de potência, segundo avaliação dos três primeiros colocados da prova. Durante a coletiva, Oscar Piastri, Kimi Antonelli e Lando Norris concordaram que houve apenas avanços pontuais, especialmente no treino classificatório, enquanto as dificuldades nas corridas permanecem.

Piastri afirmou que a redução no limite de recuperação de energia ajudou parcialmente no classificatório. “Eu acho que reduzir o limite de harvest [recuperação de energia] no classificatório ajudou um pouco”, disse. “Não resolveu o problema ou todos os problemas, mas está ajudando em um deles.”

Por outro lado, ele destacou que as disputas seguem problemáticas. “As corridas são basicamente exatamente iguais… É bem louco, para ser honesto”, afirmou, citando as altas velocidades de aproximação como um fator que dificulta tanto atacar quanto defender. “Todas as velocidades de aproximação são enormes e tentar antecipar isso como piloto que está defendendo é incrivelmente difícil.”

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17 and Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

O australiano ainda ponderou que, apesar da colaboração entre FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e Fórmula 1, novas mudanças serão necessárias. “Por esse lado, não mudou muita coisa… A grande questão é o quão rápido podemos fazê-las.”

Antonelli reforçou a mesma visão, classificando o pacote como “um pequeno passo na direção certa”, mas alertando para os riscos nas corridas. “Na corrida, a velocidade continua muito próxima… Você também precisa confiar no piloto que está defendendo”, comentou.

Já Norris foi mais direto ao avaliar que o cenário ainda está distante do ideal. “É um pequeno passo na direção certa, mas ainda não está no nível em que a Fórmula 1 deveria estar”, disse. Ele também criticou o fato de os pilotos ainda serem penalizados ao tentar andar com o acelerador totalmente aberto e sugeriu uma solução radical: “Honestamente, eu não acho que isso possa ser consertado. Você só tem que se livrar da bateria.”

As mudanças foram pensadas para reduzir o “superclipping” e melhorar as ultrapassagens, mas o feedback inicial indica que os objetivos ainda não foram plenamente atingidos e que novos ajustes devem ser necessários.