Os motores V8 podem retornar à Fórmula 1 em um futuro não muito distante. Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que o plano é que as unidades de potência sejam introduzidos na temporada 2030.
A declaração indica que a categoria pode abandonar o atual conceito de unidades de potência mesmo sem unanimidade entre as fabricantes. Segundo ele, a FIA tem autoridade para avançar com a decisão, ainda que encontre resistência no processo.
A F1 adotou os motores V6 turboalimentados em 2014, mas desde então o modelo é alvo de críticas, especialmente pelo som menos agressivo. Na fase atual, a categoria manteve o conceito, com divisão de 50/50 entre combustão e energia elétrica, algo que também gerou questionamentos. O formato foi comparado a “Mario Kart”, com “impulsos tipo cogumelo”, enquanto as ultrapassagens, dependentes da bateria, foram chamadas de “artificiais”.

Mesmo com ajustes recentes para reduzir o uso extremo de energia na classificação e limitar o ganho elétrico nas corridas, os pilotos consideram as mudanças insuficientes. Eles classificaram as medidas como “pequenos passos” e defendem alterações mais profundas.
Ben Sulayem estabeleceu um prazo claro para a possível mudança: “Estou mirando 2030. Um ano antes da maturidade. Vai acontecer”. Ele ainda reforçou sua posição ao tratar da necessidade de apoio das fabricantes: “Não é uma questão de precisar do apoio deles. Não, isso vai acontecer”.
O dirigente também explicou a motivação por trás da proposta, priorizando simplicidade e eficiência: “A missão será menos complexidade, não como agora”. Ao mesmo tempo, descartou o retorno aos V10 e destacou as vantagens do V8: “O mais popular e mais fácil de trabalhar é o V8. Você tem o som, menos complexidade, leveza”.
