O diretor executivo da Alpine, Marcin Budkowski, acredita que as equipes de Fórmula 1 devem debater os rígidos regulamentos de motor, para explorar melhores opções de penalidades.
Nas últimas três corridas, metade dos pilotos recebeu penalidades de grid por exceder o número de componentes ed motor previstos para durar toda a temporada.
Incluídos neste número estão os rivais Lewis Hamilton e Max Verstappen, enquanto o outro piloto da Mercedes, Valtteri Bottas, foi atingido três vezes por penalidades de motor na temporada.
Este ano, as equipes estão limitadas a três motores de combustão interna [ICE], turboalimentadores [TC], unidade motor-geradora de calor [MGU-H] e unidade motogeradora cinética [MGU-K], bem como dois depósitos de energia [ES] e unidades de controle eletrônico [CE].
Tendo passado um tempo trabalhando para a F1 e a FIA entre as passagens pela McLaren e Alpine, Budkowski tem experiência dos dois lados.
Assim, ele explicou que se as regras fossem relaxadas para permitir uma unidade de potência extra por temporada, as equipes provavelmente assumiriam riscos maiores e ainda assim enfrentariam problemas semelhantes de penalidades.
“Se tivéssemos quatro e três em vez de três e dois, veríamos menos penalidades”, disse Budkowski.
“Mas, da mesma forma, as pessoas assumiriam mais riscos, e teriam que utilizar um quinto motor. É interminável. Você tem que desenhar a linha limite em algum lugar.”
“Indiscutivelmente quatro e três seriam mais adaptados a esta temporada, teríamos visto menos penalidades. Mas é um debate que precisamos ter na Comissão de F1, para ver onde queremos colocar o limite”, disse ele.
Nos Estados Unidos, quatro pilotos foram penalizados, incluindo Fernando Alonso, da Alpine.
Questionado se essas penalidades estão ‘arruinando o show’, Budkowski respondeu: “É um ponto subjetivo. Algumas pessoas odeiam penalidades de grid. Eu ainda não conheci nenhum fã de penalidades de grid.”
“Mas tendo estado do outro lado do ‘muro’, na FIA e depois com uma equipe de F1, procurei durante anos uma alternativa melhor que a atual e não encontrei nenhuma, mas isso não significa que não haja uma”, acrescentou.
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