Diretor da MotoGP descarta finais de semana conjuntos com a F1

A possibilidade de finais de semana conjuntos entre Fórmula 1 e MotoGP, voltou a ser descartada pelos responsáveis pela principal categoria do motociclismo. Carlos Ezpeleta afirmou que, neste momento, a ideia é considerada inviável tanto do ponto de vista logístico quanto comercial.

Especulações sobre uma aproximação maior entre as duas categorias cresceram desde que a Liberty Media passou a controlar tanto a Fórmula 1 quanto a MotoGP. Entre os rumores mais frequentes está a realização de corridas das duas categorias no mesmo circuito e no mesmo final de semana, cenário que Ezpeleta tratou como improvável atualmente.

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Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, afirmou em entrevista ao GPblog, que esse tipo de projeto sequer está sendo trabalhado no momento: “Não, isso não é algo em que estamos trabalhando atualmente”, afirmou o espanhol.

Segundo Ezpeleta, os desafios operacionais seriam enormes para qualquer circuito: “Se você olhar para a dinâmica do evento, seria muito, muito desafiador apenas do ponto de vista logístico”, afirmou o dirigente, destacando limitações envolvendo boxes, estrutura e capacidade dos autódromos.

O espanhol ainda afirmou que atualmente não existe um circuito capaz de acomodar adequadamente as duas categorias ao mesmo tempo: “Não existe um único circuito no mundo que consiga receber os boxes das duas categorias, capacidade e tudo o mais”, acrescentou.

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GP da Catalunha
Foto: MotoGP

Ele também apontou outro obstáculo, que envolve as diferenças técnicas entre carros de Fórmula 1 e motos da MotoGP. Segundo Ezpeleta, alguns tipos de curvas e zebras funcionam bem para os carros, mas não são adequados para as motos, e o contrário também acontece.

Além disso, as duas categorias utilizam conceitos diferentes de áreas de escape. Enquanto a Fórmula 1 utiliza com maior frequência áreas asfaltadas, a MotoGP depende mais de caixas de brita para desacelerar motos após acidentes. Circuitos como Barcelona e Red Bull Ring, inclusive, já passaram por modificações específicas para atender exigências da MotoGP após acidentes graves.

Ezpeleta também minimizou possíveis ganhos financeiros de um evento compartilhado: “Não é fácil monetizar além do que você já tem. Os lugares para o público nos circuitos são os que existem, você não vai aumentar a capacidade”, acrescentou. O dirigente ainda destacou que os públicos e as faixas de preço das duas categorias são bastante diferentes, tornando difícil imaginar um modelo viável no momento.