Carlos Sainz criticou a reação dos comissários de pista após o GP da Áustria, que o espanhol considerou demorado demais. Desde então, a equipe de segurança do Red Bull Ring respondeu às críticas.
Em uma postagem no Facebook, a equipe de segurança diz que não é permitido intervir assim, apontando que as regras nessa área foram drasticamente reforçadas desde o trágico acidente de Jules Bianchi em 2014. “A intervenção só é permitida após instruções do controle de corrida”, disse o comunicado. “Por um lado, isso aumenta naturalmente a segurança dos pilotos e comissários, mas, por outro lado, tem a desvantagem de que as intervenções demoram um pouco mais.”
A declaração aponta ainda que o incidente de Sainz foi uma combinação de “várias circunstâncias infelizes”. O carro do espanhol não era visível do posto de socorro, o que dificultou a avaliação da gravidade do incêndio. Como resultado, os fiscais foram instruídos a ir até o carro com extintores de incêndio, mas assim que o viram decidiram pegar o carro de bombeiros. “Esta decisão teve que ser tomada em segundos e, em retrospecto, estava absolutamente certa”, continuou a mensagem.
A equipe de segurança se refere ao acidente de Romain Grosjean em 2020 para reforçar seu ponto. “Em tal situação, extintores portáteis não são suficientes, e é por isso que o extintor foi colocado no chão e o carro [de bombeiros] foi chamado”. Por esse motivo, os espectadores viram a imagem bizarra de um comissário de pista largando seu extintor e fugindo, o que levou a muitas discussões e especulações.
O que tornou a situação ainda mais difícil, de acordo com os comissários, foi a Ferrari de Carlos rolando para trás. Um bloco teve que ser colocado atrás da roda, mas Sainz não conseguiu mais manter o pé no freio naquele momento, pois o fogo se espalhou rapidamente. Em razão disso, o processo também demorou mais do que o pretendido, é acrescentado no comunicado. Depois disso, o fogo pôde ser extinto ‘com alguns toques no extintor’.
A equipe de segurança diz que vai rever e discutir a situação internamente para ver o que pode ser melhorado, mas salienta que os comissários nesta situação que foi uma exceção “em geral, reagiram bem”.
