Zak Brown revelou que esteve muito perto de assumir um cargo diretamente na Fórmula 1, antes de escolher a McLaren. O atual CEO da equipe britânica, afirmou que recebeu uma oportunidade considerada ‘incrível’ para trabalhar na categoria, mas decidiu seguir com a equipe no automobilismo porque queria continuar envolvido diretamente com as corridas.
Brown chegou à McLaren em 2016 como diretor executivo do McLaren Technology Group e assumiu o cargo de CEO da McLaren Racing em 2018. Desde então, comandou a reconstrução da equipe, que voltou a conquistar títulos de construtores e celebrou o campeonato de pilotos de Lando Norris em 2025, o primeiro da equipe desde Lewis Hamilton em 2008.
Em entrevista ao The Race Business, Brown explicou que inicialmente acreditava que seu futuro seria na própria Fórmula 1. Segundo ele, a chegada de Chase Carey ao comando da categoria abriu portas para conversas importantes, já que os dois já tinham uma relação profissional anterior: “Eu tive uma oportunidade. Chase Carey foi contratado em 2016 e fez um trabalho maravilhoso. Eu o conhecia dos tempos da DirecTV, assim como Eric Schenks e Derek Chang”, afirmou Brown. O dirigente admitiu que, naquele momento, acreditava que seguiria para a Fórmula 1.
Ao mesmo tempo, Brown negociava com Ron Dennis uma possível entrada na McLaren. No entanto, o executivo revelou que a função oferecida inicialmente pela equipe não parecia tão interessante quanto a proposta ligada à categoria.

O cenário mudou após as alterações internas na McLaren e a saída de Dennis da empresa: “Quando os acionistas se separaram e Ron deixou a empresa, me apresentaram algo mais empolgante do que a oportunidade na Fórmula 1”, afirmou.
Mesmo reconhecendo o tamanho da proposta recebida da categoria, o CEO afirmou que sua paixão pelas corridas pesou na decisão final: “A Fórmula 1 era uma oportunidade inacreditável. Mas o que eu gosto na McLaren é que eu gosto de correr”, disse ele.
Brown utilizou Bernie Ecclestone como exemplo para explicar sua visão sobre o esporte: “Quando as luzes se apagavam, Bernie ia para casa. Quando as luzes se apagam, eu quero correr”, acrescentou. Segundo ele, trabalhar na Fórmula 1 ofereceria o lado comercial e o contato com os fãs, mas faltaria justamente a vivência direta nas corridas.
O dirigente também relembrou o cenário encontrado quando chegou à McLaren. Brown descreveu a equipe como um ambiente problemático, marcado por descontentamento interno e muita política. Ainda assim, enxergou potencial em uma marca histórica que precisava ser revitalizada.
A mudança visual para o tradicional tom papaya fez parte dessa transformação, segundo Brown, em uma tentativa de tornar a McLaren uma marca ‘mais energética, amigável e acolhedora’. O executivo também destacou o fortalecimento comercial da equipe como peça-chave para financiar melhorias técnicas, contratar pilotos e investir em estrutura.
