Parecia ser um plano da Mercedes. Max Verstappen trocou seu motor e recebeu a consequente penalidade de grid em Sochi, largando da última posição. Em seguida a equipe alemã ‘sacrificou’ Valtteri Bottas, também trocando seu motor, e com isso fazendo o finlandês largar no final do grid e próximo de Verstappen. Parecia uma boa estratégia, mas o desempenho do finlandês rapidamente atrapalhou o plano.
Verstappen levou exatamente seis voltas para ultrapassar Bottas sem nenhuma dificuldade. A defesa aparentemente fraca de Bottas, fez muitas pessoas acharem que o companheiro de equipe de Lewis Hamilton não se importa mais. Algo semelhante ocorreu no GP da Holanda, quando Bottas fez a volta mais rápida da corrida, contrariando uma ordem da equipe, forçando Hamilton a fazer mais uma parada na penúltima volta para garantir seu ponto extra.
Também David Coulthard notou que Bottas deixou o holandês passar facilmente. Em conversa com a ServusTV, o ex-piloto de F1 disse: “Valtteri costuma ser rápido na Rússia, mas não foi dessa vez. Acho que a implicação, é que ele e também Sergio Perez, não influenciarão realmente o resultado do campeonato.”
E então, é claro, houve o já famoso vídeo pré-corrida, onde Verstappen e Sergio Perez caminham para o grid com Bottas, e o finlandês reage claramente com cinismo à sua troca de motor. O também ex-piloto de F1, Gerhard Berger, acha que Verstappen tenha feito uma ‘lavagem cerebral’ em Bottas naquele momento.
Berger, que era próximo de Ayrton Senna, chegou a fazer uma conexão entre o brasileiro e Max Verstappen. No F1-Insider.com, ele disse: “É isso que os campeões fazem. Antes de cada corrida, Senna ia até os outros pilotos do grid e dizia seus planos. E sempre funcionava”, finalizou.
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