O chefe da Aston Martin, Mike Krack, explicou por que a grande atualização do carro não foi tão bem-sucedida quanto eles esperavam.
O pacote de atualizações foi introduzido no GP da Espanha, causando muita discussão na época devido a algumas das modificações – particularmente em relação aos sidepods e tampa do motor – tendo sido comparada ao RB18 da Red Bull. A Aston Martin foi inocentada de qualquer irregularidade pela FIA sobre o assunto.
Porém, em termos de impacto na pista, Krack admite que as atualizações não foram suficientes para resolver os problemas do AMR22. “As atualizações funcionaram. Elas nos trouxeram um passo à frente, mas um passo que não é grande o suficiente”, disse ele. “Os problemas básicos que o carro está enfrentando não foram resolvidos.”
Com os pensamentos também voltados para o desenvolvimento do conceito de 2023, Krack reconhece que a equipe terá que encontrar o equilíbrio certo para garantir que não comprometa o carro do próximo ano, enquanto ainda trabalha em soluções para a atual temporada. “É uma decisão muito difícil”, explicou Krack quando perguntado se a equipe concentrará seus esforços no próximo ano ou tentará desenvolver seu carro de 2022. “Obviamente, você não quer terminar com ano ou estar em uma situação como a que estamos agora, mas também não quer se comprometer no próximo ano.
“Então, temos que avaliar com muito cuidado o que podemos fazer neste momento para sair um pouco da situação em que estamos, sem comprometer o carro do próximo ano.
“Há muitas discussões acontecendo lá, com nosso pessoal técnico. Precisamos realmente encontrar o equilíbrio correto.”
Os problemas da Mercedes com o carro de 2022 foram bem documentados, e Toto Wolff sugeriu anteriormente que a equipe precisa entender os problemas com o modelo atual antes de considerar seguir uma direção diferente para a próxima temporada. Quando perguntado se a Aston Martin está lidando com uma situação semelhante, Krack deu a entender que eles já têm uma ideia do que está acontecendo de errado com o AMR22.
“Acho que nosso diretor técnico entendeu e também sabe o que fazer para o futuro”, acrescentou. “Mas então é uma questão de tempo e recursos financeiros [em termos de] o que você faz agora, mas acho que está identificado, sim.”
