Após pódio no Canadá, Verstappen volta a atacar regras da Fórmula 1

Max Verstappen voltou a demonstrar insatisfação com o atual modelo das unidades de potência da Fórmula 1. Para o holandês da Red Bull, a adoção de uma divisão de 60/40 entre motor de combustão e energia elétrica representa o “mínimo” aceitável para melhorar a experiência dos pilotos em pista.A fala aconteceu logo após o GP do Canadá, disputado em Montreal no domingo (24), onde Verstappen terminou na terceira posição e alcançou seu primeiro pódio da temporada.

“Eu realmente espero que no ano que vem a gente consiga essa divisão de 60/40, porque isso vai ajudar tudo um pouco”, declarou à Sky F1.

As críticas do tetracampeão mundial também passam pela comparação com outras categorias do automobilismo. Depois de competir nas 24 Horas de Nürburgring no início do mês, o holandês afirmou que a F1 já não pode mais ser considerada uma modalidade de corrida “pura”, principalmente pela forte influência do gerenciamento de energia e das restrições técnicas durante as provas.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

“Eu sei como outros esportes a motor podem parecer puros”, afirmou. “Então, quando volto para isso aqui, não é muito agradável. Não quero ser muito negativo agora depois de uma corrida como essa. Mas eu sei como é pilotar carros de corrida puros, ultrapassagens puras, corrida pura, direção natural. Isso aqui é tudo um pouco, especialmente no classificação, muito contra a direção, contra a corrida, e não é disso que a F1 deveria tratar.”

Nos últimos meses Verstappen se tornou o principal porta-voz das problemáticas do atual regulamento da categoria. Em sua declaração mais polêmica, chegou a afirmar que a F1 havia se tornado a “Fórmula E com esteroides.”