Fernando Alonso voltou a criticar o atual regulamento da Fórmula 1 antes do GP do Azerbaijão, que acontece no próximo sábado (26). O piloto da Aston Martin acredita que as regras mudaram a forma de pilotar e também afetaram a qualidade das corridas em alguns dos principais circuitos do calendário.
Segundo Alonso, existe uma contradição na maneira como os pilotos precisam conduzir os carros na F1. Depois de passarem anos nas categorias de base aprendendo a atacar as curvas, carregar velocidade e assumir riscos, eles chegam à principal categoria do automobilismo e precisam, em algumas situações, fazer o caminho contrário para serem mais rápidos.
“Todos nós viemos das fórmulas de base, do kartismo ao F3, F2, e pilotamos dentro desse instinto de piloto, de ir rápido, atacando as curvas e assumindo algum risco. E então você chega à F1, e precisa rebobinar um pouco o que aprendeu nos últimos vinte anos de carreira, e então precisa pilotar com um método diferente. Isso só acontece na F1. Não há nenhuma categoria no automobilismo em que você precise pilotar devagar para ir rápido.”
O bicampeão mundial também apontou diferenças entre os circuitos visitados pela categoria neste ano. Mônaco e Budapeste foram citados como exemplos de boas corridas, enquanto Silverstone, Spa-Francorchamps e Suzuka, na visão do espanhol, perderam parte do que tornava a experiência nesses traçados especial.

“Este ano houve algumas corridas boas e corridas ruins, e acho que precisamos aprender com elas. Acho que foi talvez Mônaco, Budapeste. Tivemos algumas corridas boas, e depois tivemos corridas muito ruins. Silverstone, um circuito incrível, não é mais divertido. Tivemos Spa, que foi semiverdgonhoso passar por Eau Rouge. Suzuka, a 130R.”
Alonso ressaltou que essa não é uma preocupação recente. O piloto afirma que vem falando sobre o assunto ao longo de toda a temporada e que o tema já fez parte de conversas com Stefano Domenicali e Mohammed Ben Sulayem.
“Houve alguns circuitos que foram mortos este ano. Então acho que, dentro dos aprendizados deste ano, ainda há talvez algum espaço para aprender com eles e ter um esporte melhor no ano que vem. Esses foram meus comentários em Madri, meus comentários na Austrália, meus comentários em Barcelona, e em cada corrida. E essa é a minha conversa que está em andamento com Stefano (Domenicali) ou Mohammed (Ben Sulayem).”
