Após o dramático acidente de Zhou Guanyu no GP da Inglaterra, o chefe da equipe Alfa Romeo, Fred Vasseur, disse que o piloto chinês ficou notavelmente perplexo com seu retorno imediato à garagem.
Vasseur, disse que o primeiro pensamento de Zhou, quando voltou aos boxes após seu forte e impressionante acidente, foi se a equipe teria peças de reposição suficientes para a corrida seguinte na Áustria.
Embora houvesse muita preocupação com a condição de Zhou, o piloto chinês foi liberado após verificações de precaução no centro médico do circuito, e depois postou nas mídias sociais para confirmar que não estava machucado.
“Zhou voltou para a garagem uma hora após o acidente quando foi liberado do centro médico e não tinha sofrido absolutamente nada”, disse Vasseur à mídia. “Sua primeira pergunta foi sobre o estoque de peças para o GP da Áustria. É incrível ter um acidente tão grande, voltar para a garagem, não ter problemas, e já estar focado na próxima”, disse o chefe da Alfa Romeo.
Vasseur também prestou homenagem ao papel que o Halo desempenhou em salvar Zhou de ferimentos graves.
Poucas horas antes do acidente de Zhou, o Halo desempenhou um grande papel na prevenção de uma grave lesão entre os pilotos Dennis Hauger e Roy Nissany na corrida de apoio na F2, quando um carro caiu sobre o outro.
“Eu não era o maior fã do Halo no começo, mas estava errado”, disse Vasseur. “Entre Zhou e o acidente na F2, acho que a falta de lesões foi graças ao Halo implantado pela FIA.”
Porém, enquanto o Halo manteve sua integridade estrutural para proteger Zhou de danos, o mesmo não pode ser dito do ‘santo antonio’ do C42, que se desintegrou com o impacto no asfalto.
Vasseur disse que as investigações sobre o acidente ainda estão em andamento, mas acrescentou que o chassi foi submetido a uma força consideravelmente maior no acidente, do que nos testes de colisão obrigatórios da F1.
“Ainda está sob investigação, e compartilharemos todas as informações sobre o acidente com a FIA”, afirmou Vasseur. “O primeiro problema, é que o acidente foi algo como duas vezes mais do que a carga do teste de colisão.”
“Não sei se você viu o asfalto, mas o carro de Zhou cavou um sulco no asfalto com cerca de quatro ou cinco centímetros de profundidade. Não importa o nível do teste de colisão, você sempre pode encontrar algo um pouco maior, e teremos que agir do nosso lado e com a FIA, para ver como podemos melhorar a segurança.”
“Mas, no final das contas, quero permanecer positivo e dizer que, depois de um acidente tão grande, nada aconteceu. É melhor nem imaginar qual seria o resultado se tivéssemos combustível vazando no carro.”
“Graças às medidas de segurança já implantadas, não tivemos vazamento de combustível no carro, porque esse seria de longe o pior cenário”, completou.
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