Ex-médico da F1 acusa negligência da FIA no socorro a Bianchi

O ex-médico da Fórmula 1, Gary Hartstein, acusa a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a atual comissão médica de terem sido responsáveis pela morte de Jules Bianchi. O piloto francês sofreu um gravíssimo acidente no GP do Japão, em outubro do ano passado, e faleceu nove meses depois.

O ex-médico chefe da Fórmula 1 classifica como desastroso o atendimento médico feito no momento do acidente. Hartstein considera que houve erro da organização ao permitir que os carros continuassem em pista durante o socorro ao piloto francês.

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“Erraram em não parar a corrida durante os momentos em que socorreram Jules Bianchi. E o tempo da evacuação do piloto por helicóptero foi muito longo”, apontou.

As críticas são direcionadas ao francês Jean-Charles Piette, delegado médico da FIA para a Fórmula 1.

“Isso demonstra a total falta de conhecimento ou experiência dele (Piette) no socorro em casos graves e colocou em risco todos na prova”, destacou.

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Harstein lembrou as declarações de Felipe Nasr e Felipe Massa. Os brasileiros revelaram que o acidente de Bianchi serviu para unir os pilotos e rever alguns conceitos de segurança na Fórmula 1.

O ex-médico chefe da Fórmula 1 disparou: “Eles (Massa e Nasr) deveriam ter pedido a demissão do responsável médico da Fórmula 1”.

Bianchi ficou em estado de coma depois de perder o controle da Marussia em condições muito difíceis. Acabou batendo contra um trator, que na altura retirava a Sauber de Adrian Sutil.