Whitmarsh: “As asas móveis têm que ser cuidadosamente analisadas”

Apesar de aprovada para figurar nos regulamentos do Mundial de Fórmula 1 de 2010, as novas asas traseiras ajustáveis para ajudar a realizar mais ultrapassagens na corrida ainda não são um dado adquirido para a próxima temporada, com Martin Whitmarsh, diretor da McLaren, considerando que essa regra apenas entrará em vigor se trouxer valor acrescentado à categoria.

“Ainda temos a questão da asa traseira ajustável para o próximo ano como resposta à pressão para a obtenção de melhores corridas, mas temos de ser cautelosos. Podemos mesmo escolher não a colocar em prática, temos que decidir cuidadosamente. Temos que analisar a sua função no início do ano. A F1 tem de suplantar a sua arrogância de dizer que teve uma grande ideia e que todas as nossas ideias são geniais e não temos uma má. Não podemos implementá-la tão tarde, mas se todos a construir e na fase inicial dos testes chegarmos à conclusão que não vai beneficiar o espetáculo não deveremos usá-la”, afirmou Whitmarsh no fórum que ontem teve lugar em Londres, no qual os fãs puderam trocar ideias com alguns dos responsáveis das equipes de F1.

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Jock Clear, engenheiro da Mercedes, seguiu pelo mesmo caminho do homem da McLaren e garante a necessidade dessa nova solução ser testada e analisada antes de ser posta em prática na F1: “Temos que perceber estas novidades e entender exatamente as suas implicações. Quase que temos de colocar estas ideias numa mesa e analisá-las por algum tempo e deixar as pessoas como o Adrian Newey, Ross Brawn ou Neil Oatley pegar nessas ideias e compreenderem a solução para que digam ‘se fizermos isto, as implicações são estas, estas e estas’, e eles não vão fazê-lo sem simulações. Temos que ser muito, muito cautelosos em relação a isto”, disse.