Burti afirma que viseiras dos capacetes têm de ser reforçadas

Luciano Burti, ex-piloto de Fórmula 1, acredita que a solução para evitar acidentes como os que se verificaram com Felipe Massa passa por reforçar as viseiras dos capacetes, para resistirem melhor aos impactos frontais violentos.

O brasileiro enviou um e-mail ao delegado técnico da FIA, Charlie Whiting, à Associação de Pilotos de Fórmula 1 (GPDA) e ao site ‘Autosport.com’ no qual salientou os progressos obtidos nestes últimos anos no que concerne à segurança e à maior resistência dos capacetes, com o que Burti acredita poderia ter resistido melhor ao seu violento acidente de 2001, em Spa-Francorchamps, e que encerrou a sua carreira na Fórmula 1.

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Nesse ano, Burti sofreu um violento despiste em alta velocidade, quase frontal, em Blanchimont, num toque que também envolveu o Jaguar de Eddie Irvine.

“Depois do acidente do Felipe (Massa) em Hungaroring, pude ver a evolução dos capacetes desde o meu acidente no GP da Bélgica em 2001. Olhando para as fotografias do meu capacete, podemos ver que se fosse construído em fibra de carbono, como são hoje, os danos seriam muito menos significativos. Isso mostra o mérito da FIA e dos construtores de capacetes na melhoria da segurança dos pilotos”, começou dizendo o agora comentador da televisão brasileira e piloto dos Stock Car brasileiros.

“Mas ao mesmo tempo, gostaria de salientar uma coisa. Pode-se ver no meu capacete, mesmo com o violento impacto frontal, que a viseira permaneceu agarrada porque tinha quatro parafusos, diferente da maioria dos capacetes de agora, que só têm apenas dois fixando a viseira (para reduzir o peso). Mas no acidente do Felipe podemos ver que a viseira ficou solta porque o parafuso não resistiu ao impacto, e com a face exposta, ele poderia ter tido conseqüências piores, especialmente na face e nos olhos”, acrescentou.

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“Quero deixar bem claro que confio na FIA e nos construtores de capacetes, já disse que estão fazendo um trabalho fantástico quanto à segurança dos pilotos. Mas, olhando para estes fatos, em dois acidentes diferentes, podemos ver que a fixação das viseiras de todas as marcas de capacetes precisa ser melhorada para assegurar que não se abram ou se separem quando o capacete sofre um impacto violento”, afirmou.