Novo motor da F1 deverá ter grande aumento no uso de energia elétrica

A Fórmula 1 está atualmente definindo como será sua próxima unidade de potência, com as atuais unidades V6 híbridas de 1,6 litros, devendo ser deixadas de serem utilizadas no final da temporada de 2024, o que ainda pode ser alterado para o final de 2025.

Essa unidade de potência atual, foi introduzida em 2014, aumentando a quantidade de energia elétrica em comparação com o sistema KERS, muito mais simples, introduzido em 2009.

A energia elétrica irá, sem surpresa, continuar a figurar na unidade de potência da próxima geração, com o chefe da Mercedes F1, Toto Wolff, afirmando que essa energia elétrica desempenhará uma função bem maior.

O novo motor não deverá ter uma diferença tão grande quanto o da era anterior, como a mudança do V10 para o V8, e em seguida, para o atual V6. Com um foco principal na redução de custos, o elemento de combustão provavelmente permanecerá o mesmo.

No entanto, o caro e complexo MGU-H quase certamente será abandonado. Em vez disso, o MGU-K provavelmente será muito mais potente, com baterias maiores para armazenar mais energia.

Antes do Grande Prêmio da Áustria, no sábado, representantes dos atuais fornecedores da F1: Mercedes, Ferrari e Renault, bem como a Red Bull Powertrains, reuniram-se com a direção da F1, e também a Audi e Porsche, do Grupo VW, para discutir como deve ser o motor do futuro.

Wolff, falou durante a Conferência da FIA em Mônaco na segunda-feira, sobre o que foi discutido, embora sem dar muitos detalhes.

“A discussão foi: ‘O que faremos no futuro em termos de motor?’, porque queremos reduzir custos, então não queremos ‘reinventar a roda’,” disse ele, citado pela Autosport.

“Mas também queremos um motor que seja relevante de 2025 a 2030, e não podemos ser velhos viciados em gasolina com motores barulhentos quando todos esperam que nos tornemos elétricos.”

“Portanto, esses motores ainda vão ser abastecidos. Continuaremos com o formato V6 atual, mas o componente elétrico vai aumentar enormemente.”

A F1 mudará para combustíveis 100% sustentáveis, para impulsionar sua imagem ambiental e para acompanhar os tempos, uma decisão que Wolf diz ser motivada pelo fato de que os motores de combustão ainda existirão por muito tempo.

“O motivo de continuarmos com o motor de combustão interna, é que acreditamos que o combustível vai ficar conosco por muito tempo.”

“Na Europa, podemos ter metas ambiciosas sobre mobilidade elétrica como parte de nossa vida diária até 2030, e posso ver na Mercedes como essas metas são ambiciosas, mas no resto do mundo, teremos milhões de veículos que ainda irão funcionar com combustível.”

“Para os próprios carros da Mercedes, acreditamos que teremos vários milhões de veículos no mundo que ainda funcionarão com combustíveis. Portanto, o que podemos contribuir com nossa inovação é ajudá-los a desenvolver combustíveis sustentáveis, sejam biocombustíveis ou sintéticos.”

“Nossos carros funcionarão com combustíveis 100% sustentáveis até 2025, e é assim que contribuiremos para a redução das emissões de CO2 no mundo.”

Uma mudança para 100% de energia elétrica foi descartada por causa de um acordo exclusivo entre a FIA e a Fórmula E, assim como a energia a base de hidrogênio também foi descartada.

 

 

 

 

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