F1: Vasseur defende calendário de 24 corridas e propõe rodízio entre mecânicos

A Fórmula 1 se prepara para um recorde em 2024 com um calendário de 24 GPs, o mais longo da história da categoria. Apesar dos temores sobre o impacto físico e mental que tamanha maratona pode trazer para as equipes, o chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, descarta a possibilidade de diminuir o número de corridas e apresenta soluções para lidar com o desafio.

Vasseur reconhece o risco do desgaste: “Vimos mais erros nos pit stops em Abu Dhabi (última corrida de 2023) do que em outras corridas. Acho que todos estavam exaustos.” Porém, ele acredita que as próprias equipes podem encontrar formas de amenizar o problema.

Uma de suas propostas é implementar um sistema de rodízio entre os mecânicos: “Talvez seja necessário rotacionar a equipe, deixar um grupo cuidando das corridas e outro cuidando dos carros na fábrica quando estiverem fora.” Além disso, a organização geográfica do calendário também será crucial.

“No ano que vem, a primeira parte da temporada no Oriente se concentrará em Melbourne, Japão e China. Isso permitirá que alguns mecânicos e pilotos permaneçam na região, facilitando a logística. Devemos gerenciar bem a equipe e dar descanso, mas não acho que precisamos reduzir o número de corridas.”

Vasseur ressalta o momento positivo da F1: “Há poucos anos, lutávamos para encontrar pistas e eventos. Hoje temos muitas propostas. Isso mostra a força do esporte e nos permite ser um pouco seletivos na escolha das corridas”, encerrou o chefe da Scuderia.

O dirigente da Ferrari deixa claro que, para ele, as vantagens de um calendário extenso superam os desafios logísticos. A missão agora é encontrar as melhores estratégias para minimizar o impacto sobre o bem-estar dos profissionais envolvidos e garantir o sucesso da temporada recorde da F1 em 2024.