F1: Pat Fry diz que falta ambição internamente na Alpine

O ex-diretor técnico da Alpine, Pat Fry, criticou a mentalidade da equipe francesa, afirmando que não havia ‘entusiasmo’ em buscar algo além do quarto lugar na classificação entre os contrutores da Fórmula 1.

Fry deixou a equipe de Enstone durante as férias no meio do ano, optando por assumir um papel semelhante na Williams, enquanto a liderança sênior da Alpine passava por mudanças significativas.

O CEO Laurent Rossi, o chefe de equipe Otmar Szafnauer, o diretor esportivo Alan Permane e o CTO, Fry deixaram a equipe em questão de semanas durante o meio do ano, enquanto a Alpine não conseguiu avançar a partir de uma forte temporada em 2022 e um quarto lugar na classificação na temporada passada, para apenas a sexta posição em 2023.

Fry, que iniciou sua carreira na antecessora da Alpine, Benetton, antes de passagens por McLaren e Ferrari, explicou por que decidiu deixar a Alpine para uma função semelhante na Williams, questionando o desejo da Alpine de ir além de ser a ‘melhor do pelotão intermediário’ e fazer parte das equipes de ponta.

“Eu olho para os primeiros três anos que estive lá, e melhoramos me Enstone de forma dramática, ano após ano, construímos um carro melhor”, afirmou Fry em Abu Dhabi, conforme citado pelo Motorsport.com.

“Se você colocar os três carros lado a lado, cada um foi um grande salto. É um crédito para todos lá, as várias equipes internas estavam colaborando muito melhor”, disse ele. “Eu acho que todos lá deveriam se orgulhar do que alcançamos ao longo desses três anos. Mas eu não sentia o entusiasmo ou o impulso para avançar além do quarto lugar”, acrescentou.

“Decidi no início de março que quero estar impulsionando as coisas para a frente, não quero apenas ficar parado e não poder fazer nada. Então, para mim, era hora de parar e seguir em frente. É uma daquelas coisas, acho que como empresa, eles não estavam preparados para se esforçar o suficiente, você pode dizer que quer ser o primeiro. Mas a diferença entre dizer isso e alcançá-lo é monumental, como todos sabemos”, disse ele.

A saída de Fry coincidiu com a de Szafnauer, que foi mais cauteloso do que a alta gestão sobre o cronograma para o sucesso, percebendo que levaria consideravelmente mais tempo do que a administração exigia.

“Não tenho tanta certeza de que Otmar teve uma chance justa de consertar o lugar, porque em certo grau acho que, metaforicamente, suas mãos estavam atadas, eu acho”, disse Fry. “Mas como eu disse, acho que todos lá deveriam se orgulhar do que alcançamos nesses primeiros três anos. É sempre uma pena se afastar das coisas. Mas acho que, para mim, eu os levei até onde pude. E era hora de eu colocar os pés para cima e sentar no meu jardim”, encerrou Fry.