F1: “Optamos por isso deliberadamente”, disse Newey sobre ponto fraco do RB19

O imbatível RB19 de Max Verstappen e Sergio Perez em 2023, surpreende não só por suas 21 vitórias em 22 GPs, mas também por uma aparente fraqueza: a dificuldade de aquecer os pneus rapidamente nas sessões de classificação. Entretanto, como afirmou o lendário projetista Adrian Newey, essa ‘falha’ foi, na verdade, uma escolha estratégica consciente da equipe.

Newey explica que a prioridade na concepção do carro foi o desempenho em corrida, não o tempo de volta única no Q3. “Tentamos privilegiar o ritmo de prova em detrimento do qualifying”, afirmou o diretor técnico da Red Bull. “Essa decisão foi tomada em 2021, baseada na previsão de que as mudanças no regulamento da Fórmula 1 facilitariam as ultrapassagens, tornando a sessão de classificação um pouco menos importante.”

Essa aposta se refletiu nos resultados. Em 2021, a Red Bull conquistou 10 poles, mas apenas 8 em 2022, ano do primeiro título de construtores. No entanto, essa ‘perda’ foi compensada por 17 vitórias. Em 2023, a estratégia foi ainda mais bem-sucedida, com 14 poles e 21 vitórias.

Newey destacou que a escolha não foi baseada em uma limitação técnica, mas em uma análise inteligente do novo cenário da F1. “Foi uma decisão deliberada. Se as ultrapassagens ficassem mais fáceis, as sessões de classifcação perderiam peso. E foi o que aconteceu”, concluiu.

A Red Bull dominou a F1 em 2023 com um carro projetado para brilhar nas corridas, sem ignorar a importância do grid de largada. A escolha, ousada e bem-sucedida, é mais um exemplo da genialidade de Newey e da capacidade de adaptação da equipe. Resta saber se os rivais conseguirão decifrar o ‘segredo’ do RB19 e encontrar o equilíbrio perfeito entre velocidade de classificação e performance de corrida em 2024.