F1: “Não mudou muita coisa”, diz Piastri sobre novas regras em Miami

O debate sobre as velocidades de aproximação na Fórmula 1 voltou a ganhar destaque após o GP de Miami, mesmo com ajustes feitos pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a etapa. Antes da corrida, a entidade introduziu mudanças no regulamento, como um limite de energia do Modo Boost de +150kW e a restrição do uso do MGU-K a 250kW em partes específicas da volta.

As alterações foram motivadas por preocupações com a nova geração de motores, que prevê divisão de igualitária entre energia elétrica e combustão. O tema ganhou força após o acidente de 50G envolvendo Ollie Bearman, da Haas, em Suzuka, quando ele foi atingido em alta velocidade atrás de Franco Colapinto, da Alpine, que estava regenerando energia na curva Spoon.

Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team MCL40.
Foto: XPB Images

Em Miami, o piloto da McLaren Oscar Piastri teve contato direto com os efeitos dessas mudanças. Largando em sétimo, ele terminou em terceiro após disputas com George Russell e Charles Leclerc. Depois da prova, o australiano comentou as alterações e avaliou que houve apenas melhora parcial: “Acho que reduzir o limite de captação na classificação ajudou um pouco. Não resolveu o problema nem todos os problemas, mas está ajudando em um deles. As corridas são basicamente iguais… É bem louco, para ser honesto.”

Ele também destacou sua disputa com Russell e como as ultrapassagens seguem imprevisíveis: “Em um momento, George estava um segundo atrás de mim e conseguiu me ultrapassar no final daquela reta. As velocidades de aproximação são enormes e tentar antecipar isso é incrivelmente difícil. Eu não fiquei muito satisfeito com uma das manobras dele, mas quase fiz algo parecido algumas voltas depois. Então, por esse lado, não mudou muita coisa”, concluiu.