A temporada 2026 da Fórmula 1 ganhou um protagonista inesperado: Kimi Antonelli. Aos 19 anos, o italiano soma três vitórias e lidera o campeonato, tornando-se o mais jovem líder da história após ampliar sua vantagem no GP de Miami no último domingo (3).
O desempenho marca uma evolução clara em relação a 2025, quando ainda cometia erros, principalmente nas etapas europeias. Em Miami, porém, Antonelli mostrou maturidade: fez a pole e segurou a liderança diante do atual campeão mundial Lando Norris, da McLaren, que tinha ritmo competitivo, mas não conseguiu atacá-lo.
O salto rápido gera comparações com Max Verstappen. Diferente de nomes como Charles Leclerc, George Russell e Lando Norris, Antonelli surge como possível rival direto do tetracampeão da Red Bull, embora ainda seja cedo para conclusões, como mostra o caso de Oscar Piastri, que caiu de rendimento após bom início em 2025.

Nos bastidores, Toto Wolff tenta conter a euforia: “A parte fácil é mantê-lo com os pés no chão nesta equipe. Os pais dele desempenharam um papel muito importante para mantê-lo equilibrado. O maior problema é o público italiano.” Ele acrescentou: “Agora que eles não se classificaram para a Copa do Mundo de futebol, a coisa toda gira em torno de [Jannik] Sinner (o tenista) e Antonelli. Sinner venceu em Madri, então essas são as duas superestrelas, e isso é algo que precisamos moderar. Há tanta demanda por seu tempo da mídia e patrocinadores que cabe a nós acionar o freio de mão.”
Enquanto isso, George Russell vê a pressão crescer após ficar atrás do companheiro em Miami. “Ele claramente está em uma boa fase no momento e está tendo alguns momentos fortes. No entanto, tenho experiência suficiente em vencer campeonatos para saber como o momento pode mudar durante um ano. Basta olhar para o campeonato do ano passado.” E completou: “Para ser honesto, não estou pensando nisso. Quero voltar ao lugar mais alto do pódio. Nas três primeiras corridas eu tive o desempenho para fazer isso; neste fim de semana claramente não tive.”
