Ecclestone afirma que não quer ver o esporte que criou ‘morro abaixo’

Na semana que antecede os testes de pré-temporada da Fórmula 1, enquanto as equipes se preparam, em salas de reuniões acontecem disputas pelo poder.

O episódio cheira a um filme de Bernie Ecclestone, portanto, não é surpresa que o antigo proprietário da F1 tenha aparecido, e se oferecido para ajudar a resolver um problema que pode até ser de sua própria autoria.

Seja um estratagema cuidadoso da mídia ou pura coincidência, um relatório questionável da Liberty Media procurando vender a Fórmula 1, precedeu o que tem sido uma semana cheia de controvérsias, com a Associação dos Promotores da Fórmula 1 (FOPA), não satisfeita com o caminho que o esporte está tomando.

Nem todos os promotores estão concordando, mas a fumaça está se transformando em um incêndio, e a Liberty ainda não respondeu à crítica que foi ao ar em uma reunião entre as partes interessadas, incluindo os chefes de F1, Chase Carey e Ross Brawn, em Londres na terça-feira.

O Daily Mail relata que Carey falou no início da reunião, em uma tentativa de neutralizar as tensões e oferecer-se para trabalhar em conjunto, em um esforço para resolver os problemas, mas fora isso, por enquanto, parece ser um impasse.

Desnecessário dizer que nada impediu que Ecclestone atirasse uma farpa, enquanto oferecia uma mão ‘de ajuda’, “Se as pessoas dizem que eu deveria estar envolvido, isso é com elas. Sou funcionário da empresa e farei o que me dizem”.

“Se eles querem que eu ajude, estou disposto a fazê-lo. Eu não quero deitar no meu leito de morte e ver o esporte que eu criei descer ‘morro abaixo’,” disse aos 88 anos ao Daily Mail.

Há não muito tempo atrás, ele afirmou abertamente: “Eu os cobrei muito pelo que fornecemos, então me sinto um pouco responsável. Então, quando eles me perguntam coisas, tento ajudá-los”, finalizou Ecclestone.