Com lugar garantido na história da Fórmula Renault no Brasil, o paulista André Prioste estará de volta à categoria neste final de semana. Ele acertou com a Gramacho Racing, equipe dirigida por Alexandre Gramacho, e será o companheiro de Felipe Lapenna, outra jovem revelação de São Paulo, na rodada dupla marcada para o Autódromo Internacional de Curitiba – Pinhais. O Circuito Raul Boesel receberá provas no sábado (9a etapa) e domingo (10a etapa).
Prioste, de 24 anos, estabeleceu a pole position da primeira corrida da Fórmula Renault no Brasil, também realizada na pista da capital paranaense em abril de 2002. Terminou apenas em 5o, mas se recuperaria em seguida com uma vitória em Brasília. Neste ano, além da etapa do Distrito Federal, correu as duas do Rio de Janeiro em julho, conquistando um 3o lugar. “Convidei-o para andar com a gente em Curitiba porque acredito muito no potencial dele”, explicou Gramacho.
A equipe tem um bom retrospecto no circuito de 3.707 metros. Em 2002, venceu a segunda corrida disputada em Curitiba com Marcos Gomes, que atualmente defende a M4T Motorsport, a mesma equipe pela qual Prioste correu na temporada passada. “Se as coisas não mudaram tanto, acho que já temos um bom acerto e todas as chances de ir bem. Duas vitórias, por exemplo, seria um resultado aceitável”, brinca Prioste.
Recentemente, Prioste correu uma etapa do Campeonato Norte-Americano de Fórmula Renault, que utiliza o mesmo equipamento da similar nacional. Em Mont Tremblant, no Canadá, largou em 5º e abandonou com problemas mecânicos na segunda volta. Se a experiência valeu como aprendizado, a comparação entre as duas séries se mostrou favorável à versão brasileira. “Nossa categoria é mais competitiva, nosso material humano é melhor, tanto em termos de pilotos quanto de engenheiros e mecânicos, e na parte promocional damos um banho”, garante.
A chegada de Prioste pode contribuir para a Gramacho Racing subir na classificação do Campeonato de Equipes, onde ocupa apenas a 13a colocação. Além de Lapenna, o time da Capital Federal vinha sendo defendido por Galid Osman Didi Jr., outro nome promissor da nova geração de kartistas mas ainda pagando pelo noviciado no ano de estréia. Na recente etapa de Campo Grande, a vaga de Galid foi ocupada por Xandinho Negrão, que não completou as 29 voltas.